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Mercados: energia e política dominam negócios

Sem solução no curto prazo, o problema de falta de energia no País continuará guiando o humor dos investidores no mercado financeiro. Ontem, no final da noite, representantes do governo e de órgãos de defesa do consumidor decidiram manter as determinações do Código de Defesa do Consumidor (CDC) nas negociações jurídicas do problema de racionamento de energia. Por outro lado, não houve nenhuma mudança nas normas já estabelecidas pelo governo - em relação aos cortes de energia e sobretaxas. Mesmo para os consumidores que têm um gasto mensal abaixo de 100 kWh, haverá corte de energia, caso ultrapassem a média dos meses de maio, junho e julho do ano passado. A expectativa é de que o assunto ainda demande de um bom tempo para que o governo e órgãos de defesa do consumidor cheguem a um consenso.No início do dia, o dólar abriu em alta e há pouco estava cotado a R$ 2,3450 na ponta de venda dos negócios - valorização de 0,47% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 22,203% ao ano, frente a 22,200% ao ano ontem. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,76%.No cenário interno, os investidores também estão atentos ao discurso de renúncia do senador Antônio Carlos Magalhães, que está marcado para amanhã, às 16h. Não se espera ataques frontais ao presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Porém, questões já deixadas de lado, como a CPI da Corrupção e o caso Eduardo Jorge, podem voltar ao cenário. Na quinta-feira, as atenções estarão dirigidas para a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu por uma elevação de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic) - de 16,25% para 16,75% ao ano. Pelo relatório será possível dimensionar o peso da alta do dólar, da pressão sobre os índices de inflação e a crise de falta de energia na decisão do Comitê. Mas o que já se percebe é que o investidor aposta em uma tendência de alta para as taxas de juros. Isso é sinalizado pela migração de recursos dos fundos de renda fixa (prefixados) para os fundos referenciados DI (pós-fixados). Veja mais informações sobre o desempenho das aplicações e as tendências para os investimentos nos links abaixo.Cenário na Argentina é menos instável Os problemas econômicos do país vizinho - desequilíbrio nas contas públicas e recessão há 34 meses - ainda preocupam os investidores. A operação de troca de papéis da dívida argentina de curto prazo por títulos com vencimento mais longo aliviam as tensões no curto prazo. Mas, sem medidas concretas que resolvam essas questões, a Argentina pode voltar a provocar instabilidade no mercado financeiro no médio prazo. De acordo com apuração da correspondente Marina Guimarães, o ministério de Economia da Argentina deverá divulgar, na quinta-feira, os números da arrecadação fiscal de maio. Espera-se que os números venham positivos - aumento de aproximadamente 6% em relação a maio de 2000 -, o que pode influenciar de forma favorável a decisão das instituições que irão se cadastrar para a troca na sexta-feira.Divulgação de números da economia dos EUA O Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou que a renda pessoal aumentou 0,3% em abril, enquanto os gastos com consumo cresceram 0,4%, na comparação com os números de março. A previsão média de economistas consultados pela Dow Jones era de aumento de 0,2% da renda e de 0,4% dos gastos.No mercado financeiro norte-americano, depois do feriado de ontem, o Dow Jones - índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com alta de 0,25%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra queda de 1,20%.

Agencia Estado,

29 de maio de 2001 | 10h38

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