Mercados ensaiam recuperação

Depois das turbulências e do pânico que tomaram conta dos mercados na semana passada, a segunda-feira registrou uma pequena e cautelosa recuperação. Vale lembrar que as cotações estavam extremamente pessimistas, e a retomada ainda é muito pequena frente às quedas acumuladas.A melhora dos humores deveu-se à aprovação dos poderes especiais requisitados pelo novo ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo. Seu pacote de reaquecimento econômico agora deve ser aprovado pelo Senado, mas os sinais do ponto de vista político são positivos; e pelo menos agora existe um plano. Claro que ainda resta saber se ele surtirá o efeito desejado, o que certamente não ocorrerá no curto prazo. Enquanto isso, a incerteza dos investidores continua. Amanhã, mais um teste: o governo leiloa títulos públicos e as taxas de juros refletirão a confiança do mercado no governo.As bolsas no mundo inteiro também refizeram-se dos sustos e registraram elevações, o que trouxe alguma calma aos mercados brasileiros. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,430% ao ano, frente a 21,050% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,92%. O dólar fechou em R$ 2,1350, com queda de 1,70%.Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,92%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 0,53%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.