Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados entre otimismo e quedas na Nasdaq

Houve várias razões para o otimismo registrado nos mercados ontem. O governo conquistou a confiança dos investidores ao cumprir as metas para 2000 e a previsão é que o feito seja repetido ainda mais facilmente em 2001, com um cenário animador de crescimento econômico e queda da inflação. Além disso, o Banco Central (BC) anunciou que fará captação não inferior a US$ 1 bilhão no mercado global e o Banco Santander fez uma oferta considerada generosa pelos analistas pelas ações em poder do público do Banespa. Estima-se que a operação custe cerca de US$1,2 bilhões.Com isso, melhoram as perspectivas de entrada de dólares no País no curto prazo. Como a corrida às importações de fim de ano acabou e o início do ano é normalmente a época que concentra os investimentos diretos das empresas estrangeiras, espera-se uma manutenção da tendência de queda do dólar, que fechou ontem no nível mais baixo desde 23 de novembro, R$ 1,9430. O patamar mais baixo dos preços do petróleo, por volta de US$ 25 o barril, ajuda países importadores, como o Brasil, a conter a saída de divisas.As boas perspectivas do mercado interno também animam os boatos de que a agência internacional de classificação de risco Standard & Poor´s eleve o rating (nota) do Brasil, confirmando a maior confiança dos investidores estrangeiros em papéis brasileiros, o que pode aumentar o fluxo de capitais externos para os mercados financeiros nacionais.Nasdaq pode estragar a festaDe qualquer forma, ainda paira no ar a preocupação com o desempenho da economia norte-americana. Muitos analistas acreditam que a desaceleração que se observa é lenta e provavelmente levará o FED - banco central dos EUA - a cortar os juros na sua próxima reunião mensal. Mas a preocupação em relação a uma redução abrupta das taxas de crescimento da economia é grande, com temores de que esteja começando uma recessão. Isso reduziria significativamente os investimentos em países emergentes, como o Brasil. Um sinal dessa preocupação são as contínuas quedas da Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, que ontem amargou perda de 7,23%.

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