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Mercados esperam Copom, Opep e Livro Bege

A agenda de hoje está cheia para os investidores com o desfecho da reunião iniciada ontem do Comitê de Política Monetária (Copom), que define o patamar da Selic, a taxa básica referencial da economia. A reunião inicia-se por volta das 16:00 e o anúncio é esperado para o início da noite. Também reúnem-se em Viena os ministros do Petróleo dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cujo resultado é esperado para as 13:00 (horário de Brasília). O governo dos EUA também divulgará dados importantes sobre a economia do país.Desde o início da semana passada imperava uma estabilidade nas cotações como há muito não se via, ancorada no bom cenário da economia brasileira, com crescimento econômico e queda da inflação. Para aumentar a confiança do mercado, o governo cumpriu todas as suas metas em relação às contas públicas. Com isso, cresceu no mercado a expectativa de que a Selic, que está em 15,75% ao ano, caísse. As expectativas, que variavam entre um corte de 0,25 e 0,75 ponto porcentual, acomodaram-se. A visão predominante ontem era de uma queda de 0,25 ponto porcentual ou 0,50 ponto porcentual. Há quem acredite em manutenção da taxa, mas com um viés de baixa - autorização para o presidente do Banco Central reduzir a Selic quando julgar adequado. Resta saber como os mercados agirão em função das novas expectativas hoje e se as atuais previsões se manterão. O suspense fica até o anúncio, após o fim dos negócios.Anúncios importantes no exteriorMesmo que os mercados brasileiros tenham permanecido indiferentes às oscilações dos mercados internacionais, os anúncios de hoje da Opep, que podem afetar os preços internacionais do petróleo, e do governo norte-americano, podem afetar tanto a decisão do Copom, como o comportamento dos investidores no Brasil.A Opep não surpreenderá se anunciar um corte de 1,5 milhão de barris de petróleo diários, o equivalente a 5,6% da produção dos países da Organização. Esse parece ser o corte consensual entre os membros, segundo declarações ontem em Viena. Um corte desse montante, porém, pode pressionar as cotações dos mercados internacionais, embora analistas tenham declarado que os preços atuais embutem os novos patamares de produção esperados. Também espera-se a divulgação do CPI - índice de preços ao consumidor. Espera-se uma alta de 0,2%, idêntica à dos meses de novembro e dezembro. Como os investidores norte-americanos continuam apreensivos com a desaceleração da economia, os principais dados atraem as atenções e afetam diretamente os mercados. O FED - banco central dos EUA - divulga o livro bege, análise da economia norte-americana que dá base à política de juros do governo dos Estados Unidos. Espera-se uma redução das taxas na reunião mensal dos dias 30 e 31, o que pode reduzir, a longo prazo, a desaceleração do crescimento econômico. Qualquer indicação mais clara das intenções do FED no livro bege pode ter um impacto significativo nos mercados.

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