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Mercados esperam dados de pesquisa eleitoral

O mercado financeiro terá novos e importantes combustíveis para definir uma trajetória para as cotações do mercado de câmbio, juros e bolsa. Porém, a novidade de maior destaque, o resultado da pesquisa CNI/Ibope de intenções de voto, só será conhecida a partir das 10h30. Por isso, a abertura dos negócios ainda deve ser fortemente influenciada pela decisão tomada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juros referencial da economia, a Selic.A equipe tentou agradar as duas expectativas que existiam no mercado - de estabilidade e de recuo de 0,25 ponto porcentual - e manteve a taxa em 18,5% ao ano, mas com viés de baixa. O resultado foi que não agradou completamente a nenhuma das duas. Com isso, perdeu a oportunidade de transformar a definição da Selic em mais um instrumento para acalmar o mercado. Ontem à tarde, a cotação do dólar comercial para vendar, que tinha mostrado queda de até 0,77% na expectativa de um corte no juro, devolveu a maior parte desse recuo para encerrar com desvalorização de somente 0,26%, fechando em R$ 2,7070. No mercado de juros, as taxas negociadas nos contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 oscilaram entre a mínima de 22,450% e a máxima de 24,200%, fechando em 23,950%.Hoje, às 10h07, o dólar estava sendo cotado a R$ 2,7140, com queda de 0,63% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro de janeiro, pagavam taxas de 23,750%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 0,46%.Segundo analistas, a trajetória de alta pode ser invertida, ou no mínimo perder força, se a pesquisa eleitoral mostrar fortalecimento do candidato do PSDB, José Serra, e enfraquecimento do petista Lula. Além da pesquisa, o mercado vai acompanhar o anúncio da última revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Também olhará o mercado externo, onde a agenda do dia contempla a divulgação de indicadores da economia dos EUA e declarações públicas do presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan.

Agencia Estado,

20 de junho de 2002 | 10h17

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