Mercados esperam definições

Após dois dias de intensas especulações, a situação nos mercados financeiros brasileiros continua indefinida. Ontem à tarde, registrava-se quedas nos juros e no dólar, e não fosse a forte queda da Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, até a Bovespa parecia recuperar-se. Mas o baixo volume de negócios e a indefinição nas principais variáveis que compõem o cenário propiciam a especulação.Com o fraco desempenho da balança comercial e a conseqüente dependência de investimentos estrangeiros, são os fatores externos que influenciam o desempenho dos mercados (veja mais informações no link abaixo). Mesmo porque a situação interna é bastante favorável, com crescimento econômico e baixa inflação. O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou ontem à noite o Memorando de Política Econômica da 6ª revisão do acordo de ajuda financeira ao Brasil em termos bastante elogiosos. No curto prazo, porém, a privatização da Cesp no dia 6 de dezembro pode trazer algum otimismo ao mercados.Na Argentina, deve ser concluída hoje a votação do Orçamento de 2001, uma das pré-condições para a liberação do pacote de ajuda econômica ao país, que se especula ficar entre US$ 20 e 30 bilhões, o que tranqüilizaria bastante os mercados. A aprovação parece bastante viável, mas mesmo assim o governo argentino parece não poder esperar. Ontem à noite anunciou que pedirá um adiantamento emergencial de US$ 5 bilhões ao FMI.Os Estados Unidos, por sua vez, anunciaram aumento maior que o esperado nos seus estoques de petróleo. Mesmo assim, os preços mantém-se acima de US$ 30 por barril. Hoje às 11:30 será divulgada a primeira revisão do PIB no 3º trimestre. Técnicos do governo norte-americano vêm afirmando que a tendência da inflação é crescente, mas a desaceleração da economia dos EUA é clara. O medo dos investidores é que uma recessão esteja à frente, o que prejudicaria, inclusive, as entradas de capital no Brasil. E a novela da sucessão presidencial prossegue, embora as chances do candidato democrata, Al Gore, sejam cada vez mais remotas.

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