Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados esperam definições

A ofensiva militar norte-americana está dentro das expectativas mais otimistas. Os ataques estão restritos ao Afeganistão e, apesar dos protestos no mundo islâmico, não há indícios de que eles se alastrem. Ainda assim, o presidente George W. Bush já avisou que a guerra durará muito tempo e envolverá outros países. Por enquanto, os mercados observam a situação com atenção e agem com cautela, mas não se observam fortes reações pessimistas em função da campanha na Ásia Central. Já não se pode dizer o mesmo da crise argentina, que voltou ao centro das atenções.Tudo indica que o governo em Buenos Aires espera mesmo o resultado das eleições legislativas de domingo para anunciar novas medidas em função das dificuldades adicionais que o país enfrenta. Ontem o risco país da Argentina voltou a subir, chegando a 1896 pontos (leia mais a respeito no link abaixo). A alta dos juros e queda na bolsa de valores local refletiu o rebaixamento do rating (nota que classifica o risco) dos títulos de longo prazo pela agência de avaliação de risco Standard & Poor´s.Enquanto isso, o presidente Fernando de la Rúa e o ministro da Economia, Domingo Cavallo, estavam em Brasília reunidos com a cúpula do governo brasileiro. Os dois anúncios feitos foram inócuos para os mercados, mas a simples presença deles aqui despertou boatos de que estariam divulgando em primeira mão mudanças profundas no modelo econômico argentino aos parceiros brasileiros. Ressurgiram as especulações sobre a saída de Cavallo, dolarização, desvalorização e calote da dívida.Insistindo na estratégia de zerar o déficit fiscal imediatamente, o vice-Ministro da Economia, Daniel Marx, começou negociações para a troca de títulos em poder dos bancos e da AFJP (Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão).A idéia é oferecer a arrecadação de impostos como garantia para novos papéis a juros mais baixos. O governo já conta com uma economia de US$ 2,7 bilhões no ano que vem, o que seria repassada ao consumidor como desconto no IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Marx também discute a renegociação das dívidas das províncias. Em Brasília, os presidentes e ministros da área econômica anunciaram a concordância em criar mecanismos de proteção a setores específicos nos dois países, a serem concluídos em duas semanas. Com isso, as autoridades pretendem salvar o Mercosul e evitar discussões mais genéricas sobre a TEC (Tarifa Externa Comum), especialmente em função da forte desvalorização do real. Também foi divulgada que o bloco pretende adotar uma moeda comum no futuro, o que soa altamente improvável enquanto forem mantidas as discrepâncias nos regimes cambiais - fixo, na Argentina, e flutuante, no Brasil.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2001 | 08h19

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