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Mercados esperam intervenção do BC

Ontem, apesar da alta do dólar, o Banco Central (BC) não interveio, mas espera-se que a "irrigação" do mercado continue hoje. Os investidores tentam especular em função da certeza de que o governo comprará divisas quando as cotações subirem demais e testam os limites do BC. As quedas nas bolsas mundiais e o leilão de títulos argentinos, que terminou com taxas de juros bastante elevadas - 9,10% frente a 7,89% ao ano no último leilão -, forneceram o pretexto para uma alta.O BC anunciou na semana passada a captação extra de cerca de US$ 10 bilhões e elevou a Selic - a taxa de juros básica referencial da economia - para conter a alta do dólar, que já ameaçava os índices de inflação. A intenção do governo é frear o ciclo de busca de dólares por causa da instabilidade do cenário, que levava os investidores a buscar mais dólares. Porém, as incertezas da conjuntura são de longo prazo, e ainda não se sabe se a ação do BC terá efeito duradouro. Ainda são preocupantes a situação econômica da Argentina, a crise energética e a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos.Por volta das 15h15, deve ser divulgada a decisão do Fed - Banco Central norte-americano - quanto à taxa básica de juros, atualmente em 4% ao ano. Os investidores esperam um corte entre 0,25 e 0,5 ponto porcentual, já que a economia resiste em retomar taxas mais altas de crescimento. Assim, o governo dos EUA deve seguir cortando os juros para baratear o crédito e estimular a recuperação econômica. O fato, se confirmado, será bem-vindo, já que a desaceleração econômica norte-americana já afeta o resto do mundo, ameaçando causar uma recessão global.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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