Mercados esperam leilão e indefinições

Hoje, às 10 hs, dependendo das batalhas legais típicas dos leilões de privatização, ocorrerá o leilão do Banespa na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Estão no páreo Bradesco, Itáu, Unibanco e o espanhol Santander, único estrangeiro a participar. Mesmo com poucos candidatos, os analistas esperam que o ágio seja elevado, chegando a 150% do preço mínimo. A expectativa é que algum dos grandes grupos nacionais arremate o Banespa. Com isso, o dólar não deve ser diretamente afetado, o que ocorreria se a compra fosse por estrangeiros. Mas um bom resultado pode animar os investidores.Os mercados financeiros fecharam a semana passada sem muitas novidades em relação à semana anterior. O pacote argentino foi anunciado no dia 12 e recebeu o aval do Fundo Monetário Internacional (FMI). Porém, as medidas de redução do déficit nas contas do governo, duras e impopulares, dependem de negociações políticas e ainda não se pode comemorar a vitória do governo em nenhuma delas. Como o Fundo condicionou o pacote de ajuda econômica às medidas e os mercados esperam o acordo com o FMI para voltar a investir, o clima é de espera e cautela. Os investidores reagem a cada dificuldade nas negociações ou anúncio de acordo. Mas a sexta-feira não foi animadora. O líder do Frepaso, partido que integra o governo, renunciou, e fracassou a primeira rodada de negociações com os governadores das províncias de oposição, sobre o congelamento dos gastos da união e das províncias por cinco anos. Também a extinção da previdência social enfrenta dificuldades, embora o presidente Fernando de la Rúa garanta a implantação de todas as medidas anunciadas.Nos Estados Unidos, continua a indefinição em relação ao vencedor das eleições presidenciais de 9 de novembro. A briga é pelos 25 votos da Flórida no Colégio Eleitoral, que definirão quem será o próximo presidente dos EUA. Os últimos números indicam que George W. Bush tem 246 votos e é superado por Al Gore que detém 267 votos. Já desanimadas com os fracos resultados das empresas, as bolsas americanas vêm oscilando desde o dia 10, sem indicar tendência consistente de alta ou queda.

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