Mercados esperam leilão na Argentina

Ontem os mercados fecharam em recuperação, beneficiados pelo feriado argentino, que pelo menos evitou fatos novos que aumentassem o pessimismo. Segundo analistas, as cotações já operam em um nível ajustado aos novos parâmetros dos mercados internacionais: Argentina em crise, petróleo caro e expectativa em relação aos mercados dos EUA. Mesmo porque o cenário interno continua favorável, com crescimento econômico e inflação baixa.De qualquer forma, a crise no país vizinho não deve ter solução rápida. As necessidades financeiras do governo argentino já estão cobertas para este ano. Porém, o equilíbrio nas contas do país para o próximo ano dependem de cortes no orçamento. Para os mercados brasileiros, a grande notícia de hoje é o leilão de títulos argentinos, no valor de US$ 1,1 bilhão. A expectativa é em relação às taxas de juros negociadas; se ficarem muito acima do esperado, o pessimismo voltará aos mercados. Assim, os investidores ainda olham para a Argentina com bastante apreensão.Mesmo muito disputada, a eleição presidencial norte-americana não tem interessado os mercados, indiferentes, ao menos aparentemente, aos possíveis resultados. Mas, uma vez que o novo presidente tenha sido escolhido, o FED - banco central norte-americano - volta a ser o centro das atenções. Em geral, o FED não interfere nos mercados muito próximo às eleições para não gerar instabilidade nem afetar os resultados. Passada essa fase, volta a possibilidade de uma escalada nos juros.

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