Mercados esperam queda de juros nos EUA

À espera do resultado da reunião do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), que deve encerrar-se por volta das 15h15 (horário de Brasília), os investidores mantêm-se em clima de cautela. Em relação aos juros norte-americanos, a maioria dos analistas prevê um corte de 0,5 ponto porcentual - de 3,0% para 2,5% ao ano. O que deixa o mercado mais instável neste momento é a proximidade dos ataques dos Estados Unidos aos grupos terroristas. A força e a duração da retaliação norte-americana terão forte influência sobre o ritmo da atividade econômica mundial e, principalmente, dos Estados Unidos.Para o Brasil, além da influência negativa deste cenário, pesam também as perspectivas sobre os rumos da economia argentina. Dados divulgados ontem revelam que, em setembro, houve uma queda de 14% na arrecadação do país vizinho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a agosto deste ano, a queda é de 13,8%. A Argentina aproxima-se das eleições parlamentares - marcadas para o dia 14 de outubro - e a situação financeira do país vizinho é cada vez mais preocupante. O país precisa equilibrar suas contas, chegar ao déficit zero e retomar o crescimento econômico. Não há nenhuma certeza de que a Argentina será capaz de realizar estes objetivos. Para o Brasil, este é mais um fator negativo. O País necessita de recursos estrangeiros para fechar suas contas. No próximo ano, a necessidade é de US$ 50 bilhões e tanto o desaquecimento econômico mundial quanto o agravamento da situação argentina dificultam esta captação, já que aumentam a aversão dos investidores ao risco.Esta aversão já é percebida pelos analistas. Segundo apurou o editor Milton F. da Rocha Filho, análises da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais (Sobeet) mostram que os investimentos externos diretos (IED) no Brasil neste trimestre devem chegar a US$ 1 bilhão por mês, totalizando US$ 18,1 bilhões neste ano. No início deste ano, a perspectiva era de que chegassem a US$ 22 bilhões. Em 2000, o volume foi de US$ 33,5 bilhões.Veja os números do mercadoÀs 10h50, o dólar comercial estava cotado a R$ 2,7040 na ponta de venda dos negócios, com alta de 0,93%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 24,270% ao ano, frente a 23,850% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,39%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires está em queda de 0,63%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - registra alta de 0,24%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - opera com alta de 0,81%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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