Mercados estão mais esperançosos

A ligeira recuperação dos mercados ontem não foi maior porque foi baseada em perspectivas de melhora, não em fatos, das duas crises que estão preocupando os investidores: a argentina e a energética. Mesmo que em escala menor, as altas significativas nas bolsas norte-americanas também ajudaram.O fato mais significativo foi o tão aguardado anúncio de que o acordo de troca de títulos da dívida do governo argentino de curto prazo deverá ocorrer nos próximos dias. A reestruturação da dívida pode chegar a US$ 25 bilhões e depende apenas de trâmites burocráticos para a sua aprovação. Com isso, o risco de uma moratória iminente ficam menores, e as preocupações dos mercados devem retornar à grave crise estrutural que o país atravessa. O grande desafio é a retomada do crescimento econômico, já que a economia está em recessão há 34 meses. Mas o peso fixo sobrevalorizado prejudica a competitividade dos produtos argentinos, dificultando a recuperação. As contas públicas registram forte descontrole e os analistas consideram irrealistas mesmo as metas revistas do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo precisa reconquistar agora a confiança dos mercados, o que não será uma tarefa simples.No Brasil, a notícia de que, ao menos num primeiro momento, não haverá cortes no suprimento de energia na forma de apagões aponta para uma solução mais razoável, de menor impacto econômico, o que agradou os investidores. Mas enquanto o plano de redução do consumo de energia não for conhecido, o que deve ocorrer na sexta-feira, os mercados permanecerão cautelosos. Sabe-se que haverá redução na produção, o que frustra as expectativas de desempenho da economia, mas sem conhecer as medidas de coordenação da crise, é impossível calcular suas conseqüências, e a postura que predomina tende a ser mais pessimista. Esse ainda é um momento de avaliação e nervosismo, e mesmo depois do anúncio das medidas, as oscilações dos mercados em função do noticiário da crise energética devem continuar.A redução do juro básico nos Estados Unidos de 4,5% para 4% ao ano, com anúncio de que a tendência para o futuro prossegue sendo de queda, agradou. Os mercados interpretaram o fato como sinal da disposição do Fed - Banco Central norte-americano - em impedir uma recessão. Apesar da demora na retomada de taxas mais elevadas de crescimento, as bolsas em Nova York mantêm a tendência de recuperação, afetando, mesmo que apenas marginalmente, os negócios no Brasil. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.