Mercados estáveis apesar de boas notícias

Com exceção do dólar, que fechou em R$ 1,9560, com queda de 0,46%, os demais mercados sofreram poucas oscilações. O volume de negócios já aparenta ser decrescente em função do final de ano. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,63%. E os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,050% ao ano, frente a 17,090% ao ano ontem. O noticiário externo, porém, foi bastante favorável aos investidores brasileiros, forçando a queda do dólar. A grande notícia do dia foi o anúncio do pacote de ajuda econômica à Argentina, coordenado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O aporte de capital de instituições privadas foi surpreendente e o volume total de recursos disponíveis superou as expectativas mais otimistas, chegando a US$ 39,7 bilhões num prazo de três anos. Considerando-se que a necessidade de recursos do governo argentino para 2001 é de US$ 25,4 bilhões, o pacote afasta o risco de "default" (calote), principal preocupação dos investidores.Nos Estados Unidos, o otimismo vem crescendo, e, embora ainda considerado improvável, muitos investidores já apostam num corte nas taxas de juros nos EUA na reunião de amanhã. Com isso, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - teve forte alta ao longo do dia. Pouco antes das 15:00 (horário de Brasília), a alta provocou o acionamento do limitador, que suspende o pregão por 10 minutos. Às 18:44, o índice fechou em alta de 2,02%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 1,08%.Expectativas de queda da Selic consolidam-seFrente ao otimismo geral, tanto interno, quanto externo, o mercado vem apostando cada vez mais na queda da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia na reunião que se encerra na quarta-feira. Analistas comentam que foi o cenário externo que impediu a queda dos juros no segundo semestre de 2000. Muitos analistas esperavam que a Selic chegasse ao fim do ano em até 15% ao ano. Ela está atualmente em 16,5% ao ano. Mas só a queda da inflação já justificaria uma queda da Selic, para manter inalterada a taxa de juro real.

Agencia Estado,

18 de dezembro de 2000 | 18h55

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