Mercados estáveis e atentos ao cenário externo

Hoje foi um dia de poucas notícias relevantes para os mercados e negócios fracos. A tendência geral dos investidores foi procurar posições mais conservadoras para evitar perdas, caso haja alguma surpresa no exterior, em especial na Argentina ou nos Estados Unidos. O resultado do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) de janeiro não surpreendeu. Ficou em 0,52%, conforme o mercado já previa. O IPCA é a referência do governo, que determinou a meta, considerada apertada, de 3,5% para 2002. A inflação foi alta em janeiro, mas está caindo, como mostram as primeiras prévias de fevereiro. Ainda assim, muitos analistas só esperam para março uma redução na Selic - a taxa básica referencial da economia -, atualmente em 19% ao ano. O governo teme que uma queda dos juros impulsione o consumo, e, por tabela, pressione ainda mais a inflação.Como nos últimos dias, porém, é o cenário externo que não dá muito espaço para otimismo. Nos Estados Unidos, mesmo com as altas de hoje, a semana foi marcada pela desconfiança dos investidores, assustados com as perdas provocadas pela Enron, que manipulou os seus balanços e surpreendeu quando decretou a falência. As bolsas estão muito sensíveis a cada boato de falseamento contábil e nem os bons números da economia, que está retomando o crescimento, têm tido efeito sobre os negócios.Na Argentina, entra em vigor a livre flutuação do peso para todas as operações bancárias e a liberação de parte dos depósitos bloqueados para saque, assim como outras medidas do plano anunciado no final de semana passado. As preocupações são grandes, desde uma quebradeira do sistema financeiro por causa de uma corrida aos bancos, até uma desvalorização exagerada do peso. O ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov, passa a próxima semana em Washington pressionando o Fundo Monetário Internacional (FMI) para conseguir ajuda financeira para o país, enquanto os membros do G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo, discute o que fazer com a Argentina.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,4600, com queda de 0,12%. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano fecharam o dia pagando juros de 20,18% ao ano, frente a 20,15% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,68%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 0,53%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - terminou o dia em alta de 1,23%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 2,06%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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