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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Mercados estáveis esperam Selic inalterada amanhã

Houve pequena variação nas cotações do mercado financeiro hoje, dadas as poucas surpresas do noticiário e a expectativa pelo resultado da reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser divulgado amanhã às 13:30. O efeito dos programas na televisão do pré-candidato governista, José Serra, nas pesquisas eleitorais também é esperado para o início da semana que vem. O resultado foram poucos negócios e pouca oscilação.Há uma quase unanimidade entre os analistas de que a Selic, a taxa básica referencial de juros da economia, não deva sofrer nenhuma alteração, mantendo-se nos atuais 18,5% ao ano. Alguns ainda consideram a possibilidade de uma pequena redução de 0,25 ponto porcentual, mas destacam que esse movimento é improvável. O último indicador de inflação divulgado, a segunda prévia de maio do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), ficou em 0,58%, acima das expectativas do mercado. Além disso, desde a última reunião do Copom, em 17 de abril, o dólar subiu 6,84% e o petróleo também apresentou alta. Esses sinais indicam uma pressão nos preços que impediria uma redução da Selic. Além disso, os juros de mercado apresentaram elevação em função do quadro eleitoral.Os analistas temem mudanças na política econômica com o novo governo e reagem negativamente aos avanços do pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. A última pesquisa realizada pelo Ibope para o Bank of America dá 38% de intenções de voto para o petista contra 16% para Serra e Garotinho. Mas o mercado está relativamente otimista. Estima-se que Lula não tenha mais muito espaço para crescer e que os programas de televisão exibidos hoje à noite ajudem o pré-candidato do PSDB a se destacar. A maior expectativa agora é pela pesquisa do Instituto Sensus, que inicia-se na quinta-feira e cujos resultados serão divulgados no início da semana que vem.Mercados no BrasilO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,4830 - uma variação de apenas -0,04% em relação a ontem. A oscilação também foi pequena, entre R$ 2,4740 e R$ 2,4850. Em maio, o dólar já acumula uma alta de 5,12%. No ano, a alta já é de 7,21%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia com queda de 0,27% A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em queda de 0,25%. O volume de negócios ficou em torno de R$ 391 milhões, inferior à média de negócios registrados nos últimos dias. Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa - as maiores baixas foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Telesp Celular Participações (4,19%), Tele Centro-Oeste (3,45%) e Embraer (2,21). As maiores altas foram as ações da Embratel Participações (5,69% para as ON, oridinárias, com direito a voto, e 4,98% para as PN). As preferenciais da Siderúrgica Tubarão também tiveram alta expressiva, de 5,26%.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em junho, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminaram o dia com taxas de 18,290% ao ano, frente a 18,340% ao ano negociados ontem. Mercados internacionais Em Nova York, as bolsas fecharam em queda depois de ensaiar altas expressivas. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - encerrou o dia em baixa de 1,21%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou com baixa de 2,20%. Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires encerrou o dia em queda de 1,47%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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