Mercados estáveis, mas cautelosos

Sem grandes novidades no noticiário, os mercados fecharam com poucas variações nas cotações ontem. Falou-se que o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que será divulgado hoje, sairia maior que o esperado. Também já estão mais claras as expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Os investidores estão apostando em uma queda da Selic - a taxa básica referencial da economia -, dos atuais 15,25% para 15% ao ano ou na manutenção da taxa. Mesmo assim, as correções no mercado de juros têm sido pequenas. As altas do dólar, segundo analistas ouvidos pela Agência Estado, em parte refletem a expectativa de saída de recursos para pagamento de juros da dívida externa nos próximos meses. O próprio Banco Central (BC) divulgou no início do ano que compraria US$ 3 bilhões no mercado para honrar seus compromissos. Os resultados decepcionantes da balança comercial reforçam a percepção de falta de divisas, pressionando as cotações. De maneira geral, ainda predomina o bom cenário interno, apesar do desconforto com a política interna e com a economia dos EUA. Apesar de reconhecer que a áspera disputa pelas Presidências do Senado e da Câmara envolve muito jogo de cena e pouca substância, os investidores prefeririam um panorama político mais estável. E a economia norte-americana ainda corre o risco de desembocar em uma recessão, embora o governo dos Estados Unidos tenha tomado todas as medidas para evitá-la.

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