Mercados estáveis sem leilão da Copene

A desistência da Dow Química em participar do leilão da Copene, anunciada ontem à noite, provocou uma alta de 0,46% nas cotações do dólar. A moeda norte-americana fechou em R$ 1,9650. A menor concorrência certamente fará baixar o valor de compra, e como já se dá como certa a compra pelo Grupo Ultra, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Fica, assim, frustrada a possibilidade da entrada de divisas. De qualquer forma, a guerra de liminares dessa vez prevaleceu, e o leilão está suspenso.A grande aposta do mercado é de queda na Selic, a taxa básica referencial da economia, atualmente em 16,5%. O mercado acredita que o Conselho de Política Monetária (Copom), na sua reunião de quarta-feira, deve reduzir a taxa em meio ponto porcentual ou determinar um viés de baixa - autorização prévia para que o presidente do Banco Central reduza as taxas quando julgar conveniente. As cotações já estão adequadas a essa expectativa e, não surgindo fatos novos, deve haver pouca alteração até ser divulgado o resultado da reunião. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,180% ao ano, frente a 17,190% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,20%.Nos EUA, a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 3,34%. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,11%.

Agencia Estado,

14 de dezembro de 2000 | 19h00

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