Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados eufóricos com notícias positivas

Os mercados operaram ontem em clima de euforia em função da surpreendente queda dos juros nos Estados Unidos, decidida em reunião extraordinária do FED - banco central norte-americano. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - teve a maior alta da sua história, 14,17%. É verdade, porém, que a Nasdaq vinha operando em patamares muito baixos. As Bolsas no mundo inteiro foram contaminadas e operaram com bastante otimismo. O temor dos investidores é que a economia dos EUA, que vem mostrando sinais claros de desaceleração, entre em recessão. Mas a queda dos juros, mesmo que só tenha efeito na economia real entre seis meses e um ano, sinaliza para uma melhora do cenário. Se o mercado brasileiro já estava otimista, agora está eufóricoNo Brasil, o otimismo já estava instalado, e só aumentou com o anúncio do FED. Além do bom cenário, com crescimento econômico e inflação em queda, situação mais estável na Argentina e preços do petróleo controlados, terça-feira foi divulgada operação de compra de ações do Banespa em poder do público pelo Santander. A oferta foi considerada generosa pelos analistas e espera-se a entrada, no curto prazo, de US$ 1,2 bilhões. Além disso, ontem foi divulgada a elevação do rating (nota) de títulos de longo prazo da dívida brasileira pela agência de classificação de risco Standard and Poor´s. Já se esperava a melhora da avaliação do Brasil pela S&P´s desde fevereiro do ano passado, mas o movimento reforçou a avaliação positiva da situação econômica, estimulando os investidores. Agora, confirmam-se as expectativas de quedas nos juros brasileiros. O mercado já começa a fazer suas apostas para a próxima reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), dias 16 e 17 de janeiro, quando se decide o valor da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia.

Agencia Estado,

04 de janeiro de 2001 | 08h29

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