Coluna

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Mercados: expectativa com Copom e EUA

O mercado financeiro já trabalha com a certeza de que a taxa básica de juros - Selic - deve ser reduzida na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e será finalizada amanhã. A Selic, que está em 15,75% ao ano, deve ser alterada para 15,25% ao ano, de acordo com a opinião de vários analistas. Algumas apostas também indicam corte de 0,25 ponto porcentual e 0,75 ponto porcentual.No início da tarde, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,190% ao ano, frente a 16,180% ao ano registrados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa de 1,23%. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9540 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,26% em relação aos últimos negócios de ontem. Em Nova York, as bolsas voltaram do feriado sem conseguir definir uma tendência para os negócios. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em alta de 0,11%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra queda de 1,54%. Foram divulgados hoje resultados do Citigroup e Bank of America, entre outros, que apresentaram números dentro ou muito próximo do esperado. Entre as companhias que ainda divulgarão hoje seus balanços, destaque para a Intel. Os números são importantes para os investidores, pois sinalizam o ritmo da desaceleração da economia norte-americana. Também saiu hoje nos EUA o indicador dos estoques das empresas em novembro, com alta de 0,5%, maior que o previsto. Mas dados mais significativos sobre a atividade econômica norte-americana são esperados para amanhã, quando saem índice de preços ao consumidor (CPI) e a produção industrial. Novamente, serão focos de atenção para os analistas que continuam muito atentos à economia dos EUA. O grande temor é de que a alta dos juros que vinha sendo promovida pelo banco central dos EUA (FED), desde junho de 1999, tenha desaquecido de maneira muito forte a economia do país. O risco de recessão ainda preocupa analistas.

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