Mercados: expectativa de mais oscilações

Mais oscilações. Esta é a expectativa quase unânime dos analistas para o dia no mercado financeiro. Apesar de já constarem em rumores que circularam nos negócios ontem, os resultados de pesquisas eleitorais divulgados após o fechamento das operações poderão provocar reações por parte dos investidores nesta quarta-feira, principalmente porque confirmou-se o crescimento da candidatura do PT ao mesmo tempo em que a do PSDB registrou queda. Este cenário é confirmado pelas duas pesquisas.Segundo o Instituto Datafolha, o pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, ficou com 43% das intenções de voto. Em seguida, aparece o pré-candidato do PSDB, José Serra, com 17% das intenções de voto, à frente de Anthony Garotinho (PSB), que teve 15%, e de Ciro Gomes (PPS), com 14%. Em relação à pesquisa anterior feita em 9 de abril passado, Lula cresceu 11 pontos porcentuais, já que estava com 32% das intenções de voto. Em contrapartida, Serra perdeu 5 pontos porcentuais porque na pesquisa anterior tinha 22%. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos porcentuais. No Vox Populi, Lula ficou com 42% das intenções de voto; Serra, com 17%; Garotinho, com 15%; e Ciro, com 12%.A preocupação dos investidores com o encaminhamento das eleições presidenciais ficou mais forte nas últimas semanas. A crise entre partidos da base governista e o crescimento do pré-candidato do PT eram os principais motivos, segundo analistas. Um fator a mais foi adicionado a este cenário na semana passada: suspeitas de pagamento de propina ao ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira. Isso porque Oliveira foi tesoureiro da campanha de José Serra, pré-candidato pelo PSDB à presidência da República, quando então concorria a uma vaga no Senado em 1994. Reunião do Copom na próxima semanaNo cenário econômico, os investidores começam a fazer suas apostas sobre o resultado da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada nos dias 21 e 22 de maio. O Comitê vai reavaliar a Selic, a taxa básica de juros da economia, que está em 18,5% ao ano. Diante de muitas incertezas sobre fatos que podem influenciar a taxa Selic, principalmente a alta do dólar e o desaquecimento econômico, ainda não há um consenso entre os analistas sobre a decisão do Comitê.A política monetária é definida pelo cumprimento da meta de inflação, que neste ano é de 3,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. O dólar em alta afeta os índices inflacionários, dado que encarece produtos e insumos importados. Por outro lado, o desaquecimento econômico é um sinal de consumo em baixa - um cenário que inibe a pressão de alta sobre a inflação. Vale lembrar que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência para a meta de inflação, está em 2,30% no acumulado do ano, até abril.Estados UnidosOntem os mercados reagiram bem aos números de vendas no varejo norte-americano. Isso porque o resultado revelou um aquecimento econômico acima do esperado por analistas. Nesta quarta-feira, nos EUA, o principal número a ser divulgado é o índice de inflação ao consumidor. O resultado deve ser anunciado às 9h30 (horário de Brasília) é o número esperado aponta para uma alta de 0,4%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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