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Mercados fazem realinhamento das expectativas

O mercado financeiro fez um realinhamento de expectativas após os três fatos que mexeram com os negócios ontem: o corte de apenas 0,25 ponto da taxa de juros Selic, a pesquisa do Ibope mostrando a queda do candidato José Serra e o crescimento de Garotinho e o atraso da CPMF. Segundo um analista consultado pela Agência Estado, não se pode dizer que os investidores ficaram pessimismas. Pelo contrário, o viés continua sendo positivo para a economia brasileira neste ano. O que houve, segundo ele, é que o mercado foi obrigado ontem a adotar uma postura mais realista em relação a alguns pontos do cenário conjuntural. No caso dos juros, por exemplo, é curioso notar que o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu pelo menos parte do mercado nas duas últimas reuniões, mas os surpreendidos, que foram os mais cautelosos em fevereiro, passaram a ser os mais otimistas agora em março. Talvez o sinal do BC tenha sido que não é nem tanto ao mar nem tanto à terra. Para o economista Fábio Giambiaggi, citado pela coluna de Sônia Racy, no "Estado", o Copom mostrou que a meta perseguida pode não ser 3,5%, mas também não é de 5%, e sim um intervalo de 4% a 4,5%. Ou seja, isto não quer dizer que os juros deixarão de cair, mas que a as quedas tendem a manter um ritmo cauteloso. A pesquisa do Ibope, que mostrou ontem Serra caindo de 19% para 16% e Garotinho subindo de 11% para 14% também ajudou o mercado a fazer uma revisão em seu otimismo. A pesquisa está longe de abalar a candidatura do tucano, mas, segundo o analista ouvido pela AE, serviu para lembrar o mercado de que a eleição ainda está muito distante e qualquer prognótisco feito agora com base em pesquisas é prematuro. Quanto ao atraso da CPMF, o analista também considera que o governo tem espaço para reação na administração das contas públicas. Pode cortar emendas, usar o IOF e eventuais ganhos de arrecadação com outros impostos para custear um rombo que, sabe-se agora, a própria base governista ajudou a aumentar com uma atitude inacreditável como a caravana de 11 deputados ao Marrocos no dia da votação dos destaques. Mesmo que o governo supere as perdas, admite o analista, persistirão sempre preocupações com os desdobramentos da crise política que vem motivando o atraso da CPMF. De qualquer forma, apesar do ajuste de expectativas, o mercado continua vendo um cenário positivo, embora sem encorajar euforia. A inflação segue em baixa e não deve mudar seriamente de trajetória com as altas dos combustíveis e gás de cozinha, a balança continua superavitária, em que pese a ausência de saldos elevados, e o prêmio de risco brasileiro continua em níveis relativamente baixos. E, talvez o mais importante, o mercado cambial continua sendo pouco afetado pelas turbulências, com o dólar mantendo-se no patamar de R$ 2,3. Se prevalecer esta avaliação mais serena, o mercado pode ter uma dia melhor nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas de ontem. Números do mercadoHá pouco, o dólar comercial estava cotado a R$ 2,3470, em alta de 0,13% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam juros de 18,180% ao ano frente a 18,040% negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 1,28%.

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