Mercados fecham em clima de tranqüilidade

A condução tranqüila e amigável do processo de transição no governo federal é o contexto geral para as condições de estabilidade nos mercados. Pontualmente, o sucesso do Banco Central (BC) em rolar dívidas cambiais que venciam nesse semana sinaliza a melhora do humor dos investidores. No cenário internacional, o desempenho positivo das bolsas em Nova York e a valorização dos papéis da dívida brasileira contribuem para um ambiente mais positivo.Às 17h30, os C-Bonds - principais títulos da dívida do Brasil negociados no exterior - estavam em alta de 4,54%, negociados a 57,625 centavos por dólar. Já a taxa de risco-país, que mede a confiança dos investidores na capacidade de pagamento da dívida do País estava em 1.788 pontos base.A única notícia negativa do dia foi a alta da inflação, que ficou estampada na forte alta do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) divulgado hoje. O Índice de outubro ficou em 3,87%. A inflação também ficou em pauta com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a Selic, a taxa básica de juros, ficou em 18% ao ano.O texto do documento informa que a meta de inflação estabelecida para 2003 é de 4%, com margem de variação de 2,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Entretanto, por causa dos choques vividos pela economia brasileira este ano, o BC tinha decidido, ao final de setembro, "perseguir" uma meta de inflação ajustada de 5%, conforme explicou na época o diretor de Política Econômica do BC, Ilan Goldfajn (quando foi divulgado o relatório de inflação do terceiro trimestre deste ano). Agora, a magnitude e a persistência dos choques vividos pela economia levaram o BC a redefinir essa meta ajustada na reunião do Copom da semana passada. "Para o ano que vem, a soma de metade do impacto da inércia inflacionária e do choque primário de administrados alcança 2 pontos porcentuais, e eleva a meta de inflação ajustada para um número próximo de 6%", justificam os diretores no documento.Veja os números do mercadoO dólar comercial foi vendido a R$ 3,7150, em baixa de 2,62% em relação aos últimos negócios de ontem. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8000 e a mínima de R$ 3,7000. Com o resultado de hoje, o dólar acumula uma alta de 60,41% no ano. A um dia do final do mês, a moeda norte-americana reverteu a alta e registra baixa de 1,20%.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 23,290% ao ano - estável em relação ao fechamento de ontem. Já os títulos com vencimento em julho de 2003 têm taxas de 27,500% ao ano, também estáveis em relação ao fechamento de ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 4,88% em 10068 pontos e volume de negócios ficou em R$ 665,155 milhões. Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula uma baixa de 25,85% em 2002 e alta de 16,77% nos últimos 30 dias. Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações nais negociadas na Bolsa - os maiores ganhos foram das ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Braskem (9,47%), Telesp Celular PN (9,17%) e Companhia Siderúrgica Tubarão PN (7,48%). Apenas três ações fecharam em queda no índice: Aracruz PNB (-2,35%), Vale do Rio Doce PNA (-2,30%) e Votorantim Celulose e Papel PN (-0,64%).Mercados internacionais Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,70%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - apresentou alta de 2,01%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em alta de 1,03%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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