Mercados fecharam com relativa estabilidade

A principal notícia do dia para os mercados financeiros foi a divulgação dos números relativos ao desemprego nos Estados Unidos. Os números de março ficaram dentro do previsto, mas uma análise mais detalhada de sua composição voltou a preocupar os analistas. O Merril Lynch, inclusive, declarou que se os números de abril voltarem a crescer, mudará sua previsão para a evolução da economia dos EUA de recuperação para recessão. Esse é apenas um dentre vários indicadores referentes a vários setores e metodologias de análise, sendo necessária uma consistência entre eles ao longo do tempo para que uma tendência seja confirmada. Mas, no mínimo, o que se pode concluir é que ainda não há razão para o fim do pessimismo. E as bolsas norte-americanas voltaram a cair. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,28%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 3,62%. Comenta-se no mercado, inclusive, que as fortes altas de ontem foram motivadas por rumores de que o Fed - Banco Central norte-americano - voltaria a cortar os juros muito proximamente.No Brasil, o ambiente continua tenso, mas o dia foi mais estável. O pessimismo e a cautela continuam, dadas as incertezas em relação à evolução das economias na Argentina e nos Estados Unidos. Mesmo que haja uma reversão da desaceleração econômica em progresso em ambos os países, não se espera que ela ocorra no curto prazo. A movimentação de hoje, porém, não revela movimentos fortes e coerentes com fatos específicos, já que o noticiário não trouxe muitas novidades.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,29%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,300% ao ano, frente a 19,080% ao ano ontem. O dólar fechou em R$ 2,1660, com alta de 0,56%.

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