Lee Jin-man/AP Photo - 20/03/2020
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Coluna

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Mercados finalmente respondem a estímulos, e Bolsas de Ásia e Europa têm alta generalizada

Mercados financeiros mundiais têm sofrido fortíssimo efeito de "sobe e desce" nas últimas semanas

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 04h48
Atualizado 20 de março de 2020 | 10h31

O dia, pelo menos na madrugada desta sexta-feira, 20, e começo da manhã, tem sido de recuperação de perdas nos mercados financeiros de Ásia e Europa, após inúmeros estímulos econômicos feitos por bancos centrais de todo o mundo. 

Essas medidas, porém, estavam demorando a chegar de forma efetiva no índices de cada país. Nos últimos dias, vários bancos centrais reduziram, por exemplo, taxas de juros, o que deveria servir como ânimo aos empresários, que terão crédito mais barato, mas, mesmo assim, houve quedas em grande parte dos mercados. 

Desta vez, três medidas têm protagonismo nas recuperações dos mercados no mundo. A primeira delas é a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que suprirá dólares a bancos centrais que passam dificuldades com a escassez da moeda americana. A segunda é a do Banco Central Europeu (BCE), que anunciou um novo programa de compra de ativos no valor de 750 bilhões de euros. A terceira é decisão do Banco da Inglaterra (BoE), que voltou a cortar os juros do país. 

Na Ásia, onde o mercado já está fechado, as Bolsas fecharam em alta, com algumas, inclusive, crescendo de forma relevante. Claro, todas elas, mesmo crescendo bem, ainda estão longe de recuperar as perdas por conta dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19.

A maior alta entre os países asiáticos foi na Coreia do Sul, com a expressiva marca de 7,44%, seguida de Taiwan (6,37%) e Hong Kong (5,05%). A China teve ganhos em 1,61% e a Tailândia registrou um avanço tímido, de 0,06%, pelo terceiro dia consecutivo. No Japão , a Bolsa de Tóquio não funcionou, por conta de um feriado local. Na Oceania, a Bolsa da Austrália se recuperou de forma mais modesta, com fortes altas dos setores petrolífero e imobiliário, mas quedas em ações de empresas da áreas de saúde, avançando 0,93%. 

Na Europa, a perspectiva é positiva neste momento. Há ganhos próximos de 6%, por volta de 9h, sendo que o menor avanço é superior a 2%. No velho continente, também há um gigantesco "sobe e desce" nas últimas semanas. A Bolsa de Londres avançava, por volta das 9h, 2,20%, a de Frankfurt subia 3,52% e a de Paris se valorizava 4,17%. Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 2,29%, 2,93% e 3,22%, respectivamente. 

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo operam em forte alta nesta sexta, ampliando os robustos ganhos da sessão anterior, quando o Departamento de Energia (DoE) anunciou a compra de 30 milhões de barris de petróleo americano, com o objetivo de ampliar as reservas estratégicas dos EUA. Além disso, o presidente americano Donald Trump sugeriu na quinta, 19, que poderá intervir na "guerra de preços" entre Arábia Saudita e Rússia "no momento apropriado".

A recuperação veio depois de o petróleo acumular violentas perdas em meio a preocupações com o impacto econômico da pandemia de covid-19. Poré, por volta das 9h (de Brasília), o "sinal inverteu" e o petróleo WTI para abril caía 2,42% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 24,61 o barril, após dar um salto recorde de 24,39% nos negócios do dia anterior, enquanto o petróleo Brent para maio recuava 0,60% na International Exchange (ICE), a US$ 28,30 o barril, depois de avançar 14,43% na sessão anterior. / SERGIO CALDAS, NICHOLAS SHORES E FELIPE SIQUEIRA 

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