Mercados: foco volta para cenário político

Passada a reação negativa depois do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) de manutenção da taxa referencial de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro volta a focar o cenário político. Ontem, a divulgação de mais duas pesquisas eleitorais, do Ibope e do Vox Populi, não agradou ao mercado. Na terça-feira, foi levantada a possibilidade de o candidato tucano, José Serra, se isolar de Garotinho no segundo lugar. Os dois levantamentos sepultaram essa possibilidade, pelo menos por enquanto. Elas confirmaram a liderança folgada do pré-candidato do PT, Lula, com 42% das intenções de voto. Em relação ao segundo lugar, o Ibope mostrou Serra e Garotinho empatados com 16% cada um. Já no Vox Populi, Serra aparece com 16% e Garotinho com 14%, o que representa empate técnico.Hoje, o mercado deve receber bem a indicação de Rita Camata para vice do pré-candidato do PSDB, José Serra, consolidando a aliança entre PMDB e PSDB. Essa definição agrada o mercado porque coloca o PMDB de vez no palanque de Serra, ficando a expectativa de que o tucano finalmente deslanche nas pesquisas eleitorais. A esperança é de que Serra se firme em segundo lugar, deixando Garotinho para trás, na pesquisa Sensus, que será divulgada na próxima segunda-feira. Essa pesquisa deverá captar a reação do eleitorado às inserções nacionais do PSDB que foram ao ar dia 21.Com relação à CPMF, houve o avanço na tramitação da proposta de prorrogação da vigência do imposto, que passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.Há pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,5300, em alta de 0,20% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro, com vencimento em janeiro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 19,120% ao ano frente aos 19,060% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 0,53%.

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