Mercados: inflação baixa derruba juros

A véspera do feriado foi, conforme previsto, de poucos negócios e poucas oscilações. O cenário de estabilidade econômica e a falta de notícias negativas tem trazido calma aos negócios essa semana. Mesmo assim, os bons sinais vieram por conta da inflação. A Fundação Getúlio Vargas anunciou que a inflação de setembro deve ficar próxima de zero, podendo ser até negativa. Como os mercados mantinham-se atentos aos picos de julho e agosto, essa notícia reforçou ainda mais a confiança dos investidores.O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, está em Nova York em visita às agências de classificação de risco de investimento em países para fornecer informações que levem a uma melhora do rating (avaliação) do Brasil. A melhora já é esperada e deve atrair mais investimentos para o País, possibilitando que o governo consiga melhores condições para os títulos de dívida externa, incluindo juros mais baixos. De lá, ele declarou hoje que o pico de inflação já foi superado, e que as metas do governo brasileiro estão mantidas.Dados as boas perspectivas em relação à inflação, os juros voltaram a cair. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 16,880% ao ano, frente a 17,000% ao ano ontem. Bolsa sobe 0,95%A Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - fechou em alta de 0,95%, apesar da queda expressiva da Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -,de 03,13%. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,44%, e a Nasdaq.O destaque da Bolsa foram as movimentações de investidores, trocando ações de empresas privatizadas por empresas em processo de privatização. Essa transferência tem ocorrido devido às mudanças na regulamentação da CVM, que limitou as operações conhecidas como fechamento branco de capital, em que os controladores recompram as ações da companhia, mantendo a porcentagem mínima para manter-se como S.A.O dólar, com poucos negócios, fechou em R$ 1,8210, em queda de 0,11%.Petróleo continua a preocupar, assim como continua o crescimento da economia dos EUAO preço do petróleo segue em alta. O barril do tipo Brent fechou negociado a US$ 34,28 para entrega em outubro. No domingo, reúnem-se os ministros de petróleo dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para definir os níveis de produção do produto. Essa alta afeta os países importadores, como o Brasil e os Estados Unidos, pressionando a inflação. Como os preços dos combustíveis no Brasil são controlados e as contas do governo estão equilibradas, não se espera que as metas para a economia em 2000 sejam afetadas.Nos Estados Unidos, as notícias são positivas, com indicações de aumento na produtividade e desaquecimento da economia, o que leva os analistas a esperar a manutenção dos juros nos atuais patamares. A maior preocupação é mesmo com os preços do petróleo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.