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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Mercados inseguros esperam posição do BC

O clima de nervosismo entre os investidores deve permanecer nessa quinta-feira. Mesmo que a instabilidade seja menor hoje, o principal motivo para esse nervosismo não deve sair do foco de atenção dos investidores: as incertezas em relação ao encaminhamento do processo eleitoral e a forma como o próximo governo vai administrar a dívida pública do País.Nessa quinta-feira, os investidores estarão atentos ao pronunciamento do o ministro da Fazenda, Pedro Malan, do secretário executivo do ministério da Fazenda, Amaury Bier, do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e do diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, marcado para 12h30. Segundo apurou o jornalista Ariosto Teixeira, Malan e o Fraga anunciarão que o Brasil exercerá o direito de saque dos US$ 10 bilhões relativos ao acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que termina no final do ano. Esses recursos servirão para reforçar as reservas brasileiros neste momento de incertezas no mercado financeiro. Caso essa informação se confirme, os mercados podem apresentar instabilidade menor hoje.Especialistas avaliam a criseOntem, em entrevista à Rádio Eldorado, o economista e ex-presidente do Banco Central (BC), Affonso Celso Pastore, afirmou que as respostas vagas dos candidatos à presidência da República e a falta de detalhamento sobre como conduzirão suas políticas econômicas de governo são os fatores que mais influenciam o humor do mercado nesse momento. Segundo ele, quando os investidores vêem a possibilidade de não se obter financiamento externo - necessário para o financiamento da dívida do País -, devido a uma guinada na política econômica, questionam os pré-candidatos sobre o que farão caso isso ocorra. Como não há respostas claras e precisas, os investidores ficam muito inseguros. Essa realidade pode ser verificada pela forte alta da taxa de risco-país, que chegou ontem a 1.300 pontos base, o que coloca o Brasil em terceiro lugar no ranking de países com o maior grau de risco. Essa taxa é calculada pela diferença entre os juros pagos pelo governo norte-americanos e os juros pagos pelo governo brasileiro. Ela representa o grau de confiança dos investidores em relação à capacidade de pagamento da dívida do país (veja mais informações no link abaixo).No cenário internacional, o jornal britânico Financial Times defendeu ontem a idéia de que a liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) - partido em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto à presidência da República - "precisa reassegurar aos investidores o seu compromisso com a estabilidade macroeconômica e apresentar seus planos com maiores detalhes, principalmente no que se refere às disciplinas fiscal e monetária". Segundo a publicação, as recentes mudanças anunciadas pelo Banco Central para os fundos de investimento - adoção da regra de marcação a mercado - ocorreram em um momento inoportuno e são parcialmente responsáveis pelo declínio dos títulos brasileiros e da moeda nacional na semana passada. Porém, o jornal não deixou de ressaltar que essas mudanças não teriam tido grande impacto se não fosse pelo clima de incerteza política. O Financial Times também afirma que "independente de quem ganhar as eleições, a incerteza já tornou a tarefa do próximo governo mais difícil".Veja mais informações sobre o comportamento dos mercados no link abaixo e não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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