Mercados: instabilidade aumenta no exterior

O dia começa em clima de apreensão e cautela no mercado financeiro. A instabilidade no quadro externo não dá sinais de recuo e, pelo contrário, apresenta fatos novos negativos. Na Argentina, a entrada do novo ministro da Economia, Ricardo Murphy, no início da semana foi comemorada pelos investidores. Porém, alguns analistas já afirmam que as medidas de reestruturação da economia do país estão em compasso muito lento para uma situação que exige urgência na tomada de decisões.Nos Estados Unidos, continua a incerteza em relação ao ritmo do desaquecimento da economia do país. Há pouco foi divulgado pelo Departamento do Trabalho o indicador do desemprego, referente ao mês de fevereiro, em 4,2%. A previsão média de 18 economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones era que a taxa ficaria nesse patamar. Mas o número de novos postos de trabalho criados cresceu 135 mil em fevereiro, quando a expectativa era por um resultado em 75 mil. Os mercados podem reagir ao resultado, já que, se levado em conta apenas esse número, o desaquecimento econômico não vem conforme o esperado. A novidade fica por conta do Japão. O ministro das Finanças do país, Kiichi Miyazawa, declarou ontem que as contas públicas japonesas podem entrar em colapso. A expectativa é que seja divulgado hoje um novo pacote com medidas emergenciais para amenizar o problemas das finanças públicas e impulsionar a retomada do crescimento econômico. Vale lembrar que o governo japonês já implantou dez pacotes com esses objetivos nos últimos nove anos. Todos falharam.No Brasil, os conflitos na esfera política favorecem a instabilidade. O dólar já abriu em forte alta e há pouco estava cotado a R$ 2,0660 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,63% em relação aos últimos negócios de ontem. Em momentos de instabilidade, aumenta a demanda por moeda norte-americana. Trata-se de uma operação de hedge, ou seja, segurança, em que os investidores saem de ativos de risco para segmentos seguros, como o dólar.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa de 1,16%. No mercado de juros as taxas estão em alta. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,650% ao ano, frente a 16,370% ao ano registrados ontem.

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