Mercados: instabilidade diminui mas risco continua

O esperado pacote de ajuda externa à Argentina não deve sair nessa semana. Isso porque a liberação do dinheiro depende da aprovação do orçamento e do Pacto Fiscal, o que ainda não está garantido já que o governo Fernando de la Rúa vem encontrando resistências na oposição. Enquanto não existe uma definição sobre a questão, os investidores continuam apreensivos e reduzem o volume de negócios nos mercados. No início das operações, o dólar comercial estava cotado a R$ 1,9690 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,51% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 18,060% ao ano, frente a 18,230% ao ano registrados ontem. Outro foco de atenção no mercado é o ritmo da desaceleração da economia norte-americana. Desde junho do ano passado, o banco central dos EUA - FED - vem elevando as taxas de juros com o objetivo de conter a atividade econômica e aliviar a pressão sobre a inflação. Nesse período, os juros já subiram de 4,75% ao ano para 6,5% ao ano. Hoje haverá pronunciamento do presidente do FED, Alan Greenspan, e os analistas esperam "pistas" de qual deverá ser o resultado da próxima reunião da instituição, no dia 19 de dezembro. A maioria dos economistas acredita que, caso Greenspan não veja mais riscos de alta de inflação, os juros poderão começar a cair. Para ter uma definição mais precisa do cenário na economia dos EUA, os analistas também aguardam a divulgação de mais uma rodada de números da economia norte-americana nessa semana.Veja logo mais a abertura do dia no mercado acionário.

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