Mercados: instabilidade internacional aumenta

O cenário internacional continua apresentando forte influência nos mercados financeiros no Brasil. A apreensão dos investidores no início dessa manhã é que a crise econômica no Japão e nos EUA acabe atingindo as demais economias globais. Em relação ao Japão, a preocupação aumentou diante de notícias de que o rating - classificação - dos bancos do país haviam sido colocados em observação pela agência Fitch IBCA.Nos Estados Unidos, o ritmo da desaceleração da economia vem provocando baixas nos lucros das empresas e provocando baixas nas bolsas de Nova York. No início da tarde, a Nasdaq - bolsa dos EUA que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - registrava queda de 3,09%. O índice Dow Jones - que mede a valorização das ações mais negociadas na bolsa de Nova York - acumula baixa de 3,61%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue a tendência e opera em baixa de 2,75%.Outro foco de apreensão no cenário internacional é a Argentina. Os investidores estão cada vez mais desconfiados de que o país seja de fato capaz de aprovar um pacote de ajuste fiscal e retomar o crescimento. Diante das incertezas, os investidores aumentam a demanda por dólares com o objetivo de atrelar seus recursos a um ativo mais seguro. São as chamadas operações de hedge. O resultado disso é uma forte alta na cotação da moeda norte-americana que, há pouco, estava cotada a R$ 2,0780 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,73% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, as taxas seguem em alta. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,010% ao ano, frente a 16,690% ao ano registrados ontem.

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