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Mercados: instabilidade mantém dólar em alta

Além de todas as crises que afligem o mercado financeiro - crise de energia no Brasil, incertezas em relação à Argentina e conflitos políticos brasileiros -, hoje é sexta-feira, dia em que os investidores aumentam o volume de dólares em carteira como forma de segurança (hedge). O resultado é que o dólar comercial abriu com forte alta e há pouco estava cotado a R$ 2,3680 na ponta de venda dos negócios.Os juros também voltaram a subir. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 22,950% ao ano, frente a 22,700% ao ano ontem. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o clima também é de instabilidade. Há pouco, o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - estava em queda de 0,32%.A falta de uma estratégia definida para o racionamento de energia no País deixa os investidores inseguros. É cada vez mais difícil prever o impacto desse problema na economia brasileira, e isso fica ainda pior diante das confusões que o próprio governo vem causando. A cada dia, a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (CGCE) lança novas regras e altera outras que já estavam planejadas. Com tantas incertezas, o investidor prefere se desfazer de ativos arriscados e transfere seus recursos para aplicações mais seguras, nesse caso, o dólar. O aumento da demanda por moeda norte-americana pressiona para cima as cotações.No cenário interno, além do problema de racionamento de energia, a expectativa em relação à renúncia do Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que já marcou data e horário - próxima quarta-feira, 16h -, aumenta a instabilidade no mercado financeiro. O temor dos investidores é de que o senador baiano intensifique sua oposição ao governo, o que pode atingir diretamente a figura do presidente Fernando Henrique Cardoso.Crise argentinaO volume da troca (swap) de títulos da dívida argentina de curto prazo por papéis com vencimento mais longo é o único detalhe que ainda está por ser divulgado. Esse número deve ser anunciado apenas no dia 4 de junho. De acordo com o vice-ministro da Economia, Daniel Marx, o total deve ficar em torno de US$ 20 bilhões.Caso tenha sucesso, o swap deve fazer com que o déficit fiscal deste ano na Argentina fique abaixo da meta de US$ 6,5 bilhões acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mesmo que todo esse cenário se confirme, o alívio para o mercado financeiro deve ser pontual e não melhora as perspectivas para o longo prazo.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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