Mercados instáveis acumulam perdas

Embora os mercados brasileiros ontem estivessem fechados por causa do feriado, o dia foi muito agitado nos mercados internacionais. O agravamento dos conflitos em Israel, com o linchamento de dois soldados israelenses e o conseqüente bombardeio de alvos terrestres por helicópteros em áreas controladas pela Autoridade Palestina chocaram o mundo e tiveram efeito direto nos preços do petróleo. Os demais países árabes condenaram veementemente as ações das Forças Armadas Israelenses, e a perspectiva de confronto militar na região está ficando cada vez mais possível. Os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em novembro chegaram a atingir a cotação máxima de US$ 35,30. Hoje, porém, os ânimos acalmaram-se um pouco e as partes já falam mais consistentemente em um acordo, para chegar-se, no mínimo a um cessar-fogo no final de semana. Os mesmos negócios com petróleo fecharam em queda de 2,07% em relação a ontem em Londres, a US$ 32,52 por barril.Os mercados financeiros internacionais reagiram imediatamente aos acontecimentos de ontem. Mesmo apresentando recuperação hoje, acumulam perdas em relação às cotações de quarta-feira. A exceção foi a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, que subiu incríveis 7,87%. O movimento deve-se principalmente às grandes perdas acumuladas desde 1º de setembro, que gerou alguns bons negócios após as tensões de ontem, e à queda no petróleo hoje. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,57%.Mercados brasileiros acumulam perdasO feriado de ontem evitou a oscilação brutal que os mercados internacionais sofreram, mas, no Brasil, os negócios indicaram o pessimismo predominante. A Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - fechou em queda de 0,91 %. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,200% ao ano, frente a 17,000 % ao ano quarta-feira. O dólar fechou em R$ 1,8720, com alta de 0,54%. A cotação máxima de R$ 1,8830 foi a mais desde 3 de dezembro do ano passado.

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