carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Mercados instáveis com especulação cambial

Numa semana marcada por poucos negócios - espremida entre o meio feriado norte-americano na segunda-feira e um feriado nacional brasileiro amanhã -, o dólar subiu com força, acompanhado pelos juros, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscila. Nesse final de ano, os grandes vencimentos de títulos cambiais devem agitar os negócios, com pressão sobre o dólar.A moeda norte-americana chegou a ser cotada a R$ 3,7150; mas a rolagem de 44,1% do vencimento da próxima quarta-feira atenuou a alta. A má notícia é que as taxas de juros praticadas no leilão de hoje foram extremamente elevadas. No dia 20, vencem mais US$ 2,4 bilhões, e já está marcado um leilão na segunda-feira para tentar prorrogar essas obrigações. Serão as cotações da véspera (terça-feira) que corrigirão esses contratos, e os investidores tentam elevá-las para embolsar maior ganho. Dos contratos que venceram hoje (cerca de US$ 1,9 bilhões), foram rolados 58,5%. O resgate, ainda que parcial, traz compradores ao mercado de câmbio, pressionando ainda mais o dólar.As apostas do mercado de contratos corrigidos a juros são de alta da Selic, a taxa básica referencial da economia, atualmente em 21% ao ano. Os últimos números de inflação assustaram os investidores, e muitos pensam que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode elevar ainda mais a Selic para conter o consumo, e, com isso, a remarcação de preços. Ao longo da semana, as taxas subiram sensivelmente. Mas não há consenso, pois a economia está muito desaquecida, e a pressão inflacionária pode ceder se o dólar cair com mais força.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou bastante devido ao vencimento mensal de contratos de derivativos, ou seja, de compras de ações, vencendo nessa segunda-feira. Esses vencimentos sofrem ações especulativas semelhantes aos observados no câmbio. Além disso, várias empresas divulgaram resultados nas últimas 24 horas, provocando ajustes nas cotações. Ajudou o bom desempenho das bolsas norte-americanas, que tiveram um dia de fortes altas em função do recuo do Iraque, ao menos momentaneamente, em função das disputas com os Estados Unidos.MercadosO dólar comercial foi vendido a R$ 3,6850 nos últimos negócios do dia, em alta de 1,52% em relação às últimas operações de ontem, oscilando entre R$ 3,6450 e R$ 3,7150. Com o resultado de hoje, o dólar acumula uma alta de 59,11% no ano e queda de 4,53% nos últimos 30 dias.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 23,380% ao ano, frente a 23,550% ao ano ontem. Já os títulos com vencimento em julho de 2003 têm taxas de 28,900% ao ano, frente a 28,800% ao ano negociados ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,24% em 9884 pontos e volume de negócios fraco, de R$ 427 milhões. Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula uma baixa de 27,20% em 2002 e alta de 16,97% nos últimos 30 dias. Das 50 ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa -, doze apresentaram alta. Mercados internacionais Às 18h, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - operava em alta de 1,53% (a 8527,2 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - subia 3,09% (a 1403,40 pontos). O euro era negociado a US$ 1,0046; uma queda de 0,38%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em baixa de 3,25% (442,07 pontos). O dólar comercial para venda fechou em $ 3,49 pesos.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

14 de novembro de 2002 | 18h46

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.