Mercados instáveis com EUA e Argentina

Ontem os mercados reagiram com bastante instabilidade a três fatores: o pacote econômico argentino, anunciado na sexta-feira à noite, a alta do petróleo e as oscilações da Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York.A demanda por petróleo durante o inverno do hemisfério norte aumenta significativamente, e mesmo os aumentos na produção determinados pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), o mais recente há cerca de duas semanas, não surtiram o efeito desejado - a queda nos preços. Ao mesmo tempo, as empresas com ações listadas na Nasdaq têm sido incapazes de apresentar os rendimentos prometidos a seus acionistas, trazendo muitas oscilações e quedas. Somando-se a esses fatores a indefinição eleitoral nos Estados Unidos, o resultado são mercados tensos, instáveis sem tendência de crescimento, afetando as cotações no Brasil. Mesmo assim, há um consenso no mercado de que o FED - banco central dos EUA - não elevará os juros na sua reunião de amanhã.(confirmar)Para os mercados brasileiros, além desse cenário negativo nos mercados norte-americanos, ainda há as incertezas em relação à Argentina. Apesar de receber o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do governo dos Estados Unidos, o pacote não incluiu algumas medidas bastante esperadas pelos analistas, como a redução de três pontos porcentuais do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que estimularia a economia. O mais importante é que ainda está indefinida a ajuda do FMI ao país. Especula-se sobre o volume de recursos que ficaria disponível para a Argentina; fala-se de valores entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. O mercado está certamente mais calmo, mas ainda é grande a expectativa em relação à negociação com o Fundo.

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