Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP
Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP

Mercados internacionais fecham sem sentido único de olho em ata do BC americano

Bolsas esperaram pela análise do cenário econômico dos EUA feita pelo Federal Reserve, que veio somente após o fechamento dos mercados de Ásia e Europa

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2021 | 17h15
Atualizado 07 de abril de 2021 | 17h44

Os principais índices do exterior fecharam sem sentido único nesta quarta-feira, 7, com os investidores de olho na volatilidade de Wall Street no dia anterior. Além disso, a divulgação de indicadores econômicos europeus, somada à espera pela divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também ficaram no radar.

índice de gerente de compras  (PMI composto, em inglês) da zona do euro subiu de 48,8 em fevereiro para 53,2 em março, superando expectativas e alcançando o maior nível desde julho de 2020. A leitura acima dos 50 pontos indica retomada da expansão nos setores industrial e de serviços. Na Alemanha, os PMIs também ficaram acima das leituras prévias em março. Já no Reino Unido, os dados finais vieram abaixo das estimativas preliminares, mas também mostraram progresso.

A expectativa pela divulgação da ata do Fed também pesou nos índices, mas ela aconteceu apenas quando os mercados de Ásia e Europa já estavam fechados. No documento, a entidade monetária disse que a pandemia teve um arrefecimento no país americano, o que justifica a elevação das previsões dos dirigentes do Fed para o Produto Interno Bruto (PIB).

O BC americano destacou ainda a melhora nas perspectivas econômicas após o pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão. Os membros do Fed concordaram ainda com o empenho em usar toda a "gama de ferramentas" para apoiar a atividade. Sobre a inflação, porém, a ata revelou ainda que a maior parte dos dirigentes vê riscos de inflação como equilibrados e que as altas recentes são "transitórias". Alguns até esperam queda nas leituras anualizadas da inflação. 

Bolsas de Nova York

Os índices do mercado americano fecharam sem sentido único, pressionados pelo aumento nas taxas de rendimento do mercado de títulos públicos americano após as declarações do Fed sobre a inflação. Hoje, o rendimento do papel com vencimento em 10 anos, que vinha estável pela manhã, teve alta de 1,655%, enquanto o do papel com vencimento de 30 anos sobe em nova máxima, a 2,345%.

Em resposta, o Dow Jones fechou em alta de 0,05% e o S&P 500 subiu 0,14%, em novo recorde de fechamento. Já o Nasdaq caiu 0,07%.

Bolsas da Europa

As Bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta quarta, depois de terem oscilado durante o pregão. O mercado de Londres foi um dos únicos a subir 0,91% hoje, apesar da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) ter confirmado uma possível associação entre a vacina contra covid-19 da AstraZeneca e casos raros de coágulos sanguíneos. Lisboa também subiu 0,23%.

A Bolsa de Frankfurt caiu 0,24%, enquanto Paris recuou 0,01%, Madri cedeu 0,43% e Milão terminou com perdas de 0,08%. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com perda de 0,22%.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio subiu 0,12%, enquanto a de Seul avançou 0,33% e a de Taiwan registrou ganho de 0,45%. Na China, os índices de Xangai e Shenzhen caíram 0,10% e 0,36% cada. Em Hong Kong o dia também foi de perdas, com o índice local fechando em queda de 0,91%.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou hoje no maior nível em cerca de 13 meses, com alta de com 0,61%, com ganhos liderados por ações de petrolíferas. 

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, em sessão volátil, marcada pela divulgação de dados que mostraram queda nos estoques da commodity nos Estados Unidos na última semana. Hoje, o Departamento de Energia (DoE) dos EUA informou uma alta inesperada de 4,044 milhões de barris de gasolina nos estoques do país, contrariando previsão de queda em 900 mil barris.

Apesar disso, o barril do petróleo WTI para maio avançou 0,74%, aos US$ 59,77, e o do Brent para junho teve alta de 0,67%, a US$ 63,16. /MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA E MATHEUS ANDRADE

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