Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP
Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP

Ásia e Europa fecham em queda com alta da inflação da China; Nova York sobe

Inflação ao consumidor do país surpreendeu analistas e atingiu 0,4% em março, enquanto a taxa anual de inflação ao produtor chinês foi ainda mais além e saltou para 4,4% no mesmo mês

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2021 | 17h15

Com exceção de Nova York, os mercados de Ásia e Europa fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, 9, de olho em dados econômicos negativos na Alemanha e também atentos a surpreendente aceleração da inflação na China, que pode representar uma mudança na política monetária pró-estímulos de uma das maiores economias do mundo.

A taxa anual de inflação ao consumidor da China atingiu 0,4% em março, superando levemente as expectativas e revertendo a deflação de 0,2% do mês anterior. Já a taxa anual de inflação ao produtor chinês saltou de 1,7% em fevereiro para 4,4% em março, ficando bem acima do esperado.

Os números de inflação refletem crescente demanda, uma vez que a economia chinesa lidera a recuperação global da pandemia de covid-19. Nos últimos meses, surgiram temores de que a retomada e pressões inflacionárias possam levar a China, e outras potências econômicas, a reverter as agressivas medidas de estímulos que adotaram em reação ao coronavírus antes do esperado.

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) também superou o consenso e subiu 1% no mês de fevereiro. Já a produção industrial alemã recuou 1,6% em fevereiro ante janeiro. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam acréscimo de 1,1% no período. Por outro lado, as exportações na maior economia da Europa mantiveram a tendência de recuperação e avançaram 0,09% na comparação mensal de fevereiro.

Bolsas da Ásia

Na China, os índices de XangaiShenzhen recuaram 0,92% e 0,95% cada, enquanto Hong Kong teve queda de 1,07%, Seul cedeu 0,36% e o Taiwan se desvalorizou 0,43%. A exceção foi a Bolsa de Tóquio, que subiu 0,20%.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa marginal de 0,05%, depois de acumular ganhos por cinco sessões consecutivas.

Bolsas da Europa

O índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, fechou em leve alta de 0,08%, enquanto Frankfurt se valorizou 0,21% e Paris subiu 0,06%. No lado oposto, a Bolsa de Londres recuou 0,38%, Madri cedeu 0,83% e Lisboa baixou 0,25%. 

Bolsas de Nova York

O temor ante o aumento da inflação na China e nos EUA pressionou o mercado de títulos do Tesouro americano. O papel com vencimento para dez anos subiu 1,656%, enquanto o com vencimento em 30 anos foi a 2,338%. Apesar disso, no mercado de Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam com altas de 0,89%, 0,77% e 0,51%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, com investidores atentos aos sinais da inflação no mundo em virtude da retomada econômica. O mercado também monitorou tratativas sobre o Acordo Nuclear com o Irã, após o país aumentar a exportação da commodity para a China, correndo o risco de afetar a demanda global pelo ativo. O dólar, que operou em alta durante grande parte da sessão, pressionou os preços do barril.    

O petróleo WTI com entrega prevista para maio fechou em baixa de 0,47%, cotado a US$ 59,32 o barril, recuando 3,47% na semana. Já o Brent para junho caiu 0,40%, a US$ 62,95 o barril. No acumulado semanal, as perdas foram de 2,94%./MAIARA SANTIAGO, ANDRÉ MARINHO E SERGIO CALDAS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.