Carlo Allegri/Reuters
Carlo Allegri/Reuters

Mercados internacionais fecham em queda, de olho em dado da inflação dos EUA

Indicador, que será divulgado apenas na terça-feira, é visto como um importante termômetro para apontar se a economia americana está em recuperação ou não

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2021 | 17h15

Os principais índices do exterior fecharam em queda nesta segunda-feira, 12, com os  investidores à espera pelo início da temporada de balanços corporativos e pelos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que será divulgado amanhã. Além disso, o novo avanço da covid-19 também volta a preocupar.

Na agenda de indicadores, a recuperação econômica dos EUA segue atrelada a uma possível aceleração da inflação. O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, afirmou que a retomada da maior economia do planeta está em um "ponto de inflexão", mas disse que ainda é "altamente improvável" que a autoridade monetária eleve os juros este ano.

A possibilidade de uma retomada pressiona o mercado de títulos do Tesouro americano, com os investidores preferindo apostar nos ativos, que podem oferecer retornos mais seguros - e também uma boa rentabilidade, ante a melhora do cenário econômico dos EUA -, do que nos índices acionários, opção mais instável. No fim da tarde em Nova York, o retorno do papel com vencimento em dez anos subia 1,672%, enquanto o de trinta anos se elevava a 2,341%.

O mau humor predominou na Ásia com o surgimento de uma segunda onda de casos de coronavírus em países como Índia, Filipinas e Tailândia. Também preocupa o lento ritmo da vacinação no continente. Além disso, a China reconheceu no fim de semana a baixa eficácia de suas vacinas contra a covid-19, e seu governo agora considera misturá-las numa tentativa de torná-las mais eficientes.

Já na Alemanha investidores precificam a possibilidade da extensão para até o fim de maio ou meados de junho do lockdown em curso no país, segundo noticiou o jornal The Local. No Reino Unido, no entanto, foram retiradas as restrições à mobilidade por conta da pandemia.

Além disso, foram divulgados nesta segunda os números de vendas no varejo na zona do euro, que cresceram 3,0% em fevereiro ante janeiro, bem acima da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Bolsas de Nova York

À espera dos dados sobre a inflação - e pressionada pela alta dos títulos do Tesouro americano -, os índices de Nova York fecharam em queda nesta segunda. O Dow Jones caiu 0,16%, o S&P 500 perdeu 0,02% e o Nasdaq teve baixa de 0,36%.

Bolsas da Europa

O índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, recuou 0,46%, enquanto a Bolsa de Londres cedeu 0,39%, a de Paris caiu 0,13% e a de Frankfurt teve queda de 0,13%. Madri e Lisboa tiveram baixas de 0,39% e 0,21%. Milão foi na contramão e fechou em alta de 0,11%.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio caiu 0,77%, enquanto a de Hong Kong recuou 0,86%. Na China, os índices de XangaiShenzhen caíram 0,77% e 2,13% cada. Exceções, a Bolsa de Seul subiu 0,12% e a de Taiwan teve ganho marginal de 0,03%.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho pelo segundo pregão consecutivo e caiu 0,30%.

Petróleo

petróleo futuro recuperou parte das perdas acumuladas na última semana e fechou em alta nesta segunda-feira, com investidores otimistas pela retomada da economia dos Estados Unidos em meio à vacinação acelerada contra a covid-19 e os estímulos fiscais no país. O recrudescimento da pandemia em algumas regiões do mundo, porém, limitou os ganhos da commodity energética, já que impõem riscos à recuperação da demanda global pelo óleo.    

O barril do WTI com entrega prevista para maio avançou 0,64%, a US$ 59,70, enquanto o do Brent para o mês seguinte teve alta de 0,52%, a US$ 63,28. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA, ANDRÉ MARINHO E SERGIO CALDAS

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