Nyse via The New York Times
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Bolsas da Europa e da Ásia fecham em alta, mas Nova York fica sem sentido único

A alta do rendimento dos títulos públicos dos EUA voltaram a pesar nos índices de Nova York; enquanto isso, investidores esperam as decisões de política monetária do Fed e do BC do Japão

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2021 | 17h00
Atualizado 16 de março de 2021 | 18h31

As Bolsas da Ásia e da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 16, com investidores à espera das decisões de política monetária dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Japão. Além disso, indicadores positivos da economia da Alemanha também animaram as negociações. Em Nova York, no entanto, a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano seguraram os ganhos dos índices.

Dois grandes BCs revisam suas políticas esta semana. Amanhã, será a vez do Federal Reserve (Fed, o BC americano) e na sexta-feira, 19, do Banco do Japão (BoJ). Não há expectativa de mudanças, mas as apostas de que o BC japonês ajustará sua forma de comprar ativos no mercado, enquanto o Fed deverá apenas elevar sua previsão para o crescimento da economia dos EUA este ano, diante da recente aprovação de mais US$ 1,9 trilhão em incentivos fiscais.

Mesmo assim, a decisão do Fed é esperada pelo mercado, diante das projeções de crescimento da inflação americana. Dirigentes da entidade monetária já disseram que vão agir se for necessário, mas que, por enquanto, o quadro não deverá se concretizar. A expectativa de alta do índice inflacionário dos EUA tem feito disparar o rendimento do mercado de títulos públicos americano, cujo movimento tem desestabilizado as Bolsas ao redor do mundo, diante do risco de uma debandada de recursos.

No final da tarde em Nova York, o vencimento do título de 10 anos, um dos mais voláteis, recuava a 1,609%. "O Fed não fará nada de importante amanhã, pois vai esperar até que o juro do título de 10 anos possa romper 2,0% e que as condições financeiras se deteriorem", afirma o analista de mercado financeiro Edward Moya, da OANDA

Enquanto isso, na Alemanha, o índice de expectativas econômicas saltou 71,2 em fevereiro para 76,6 em março. Segundo a Pantheon Macroeconomics, o dado mostrou que agentes econômicos já precificam um cenário de pandemia superada em médio prazo, apesar das lenta vacinação.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio subiu 0,52% hoje, enquanto a de Hong Kong avançou 0,67% e a da Coreia do Sul teve ganho de 0,70%. A Bolsa de Taiwan registrou alta de 0,39%. Na China, os índices de Xangai e Shenzhen subiram 0,78% e 1,08% cada. 

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul nesta terça, com ganho de 0,80%, impulsionada principalmente pelo ganho das ações de tecnologia em Sydney.

Bolsas da Europa

No velho continente, o índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, subiu 0,88%, enquanto a Bolsa de Londres teve ganho de 0,80%, Paris avançou 0,32% e Frankfurt registrou alta de 0,66%.

Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 0,50%, 0,26% e 0,36% cada.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam majoritariamente em queda, com ganho marginal no Nasdaq, ante a alta do rendimento dos títulos do Tesouro americano. O índice DXY, que mede a variação do dólar ante seis pares, encerrou quase estável. No fechamento, o Dow Jones caiu 0,39%, o S&P 500 cedeu 0,16% e o Nasdaq subiu 0,09%.

Petróleo

Os preços dos contratos futuros de petróleo recuaram nesta terça-feira e fecharam em baixa pela terceira sessão consecutiva. Investidores observaram preocupados as incertezas com relação à vacinação contra a covid-19 na Europa, que já anda a passos lentos e recentemente sofreu um novo golpe com diversos países do continente suspendendo o uso da vacina fabricada pela AstraZeneca, por possível risco de trombose. O episódio coloca em xeque a recuperação acelerada da demanda pela commodity energética em 2021.

O WTI com entrega para abril fechou em queda de 0,90%, cotado a US$ 64,80 o barril, enquanto o Brent para maio recuou 0,71%, aos US$ 68,39 o barril. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA E ANDRÉ MARINHO

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