Vega Alonso Val/Efe
Vega Alonso Val/Efe

Bolsas do exterior fecham mistas, apesar de ânimo com recuperação da economia dos EUA

Além do avanço na campanha de vacinação, novo pacote de estímulos, agora para a área de infraestrutura, deve ser anunciado por Biden nos próximos dias

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2021 | 17h00
Atualizado 29 de março de 2021 | 18h22

Os principais índices do exterior fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 29, em meio a expectativas de recuperação da economia dos Estados Unidos com o avanço da campanha de vacinação contra a covid-19 e a implementação de novas medidas de estímulos prometidas por Joe Biden.

A expectativa é que o novo pacote de Biden seja voltado para a área de infraestrutura, em cumprimento a uma promessa de campanha. Os detalhes serão anunciados na quarta-feira, mas nos bastidores já há negociações quanto ao volume. Estima-se que a gestão democrata peça ao menos US$ 2 trilhões, mas esse valor tende a ser diminuído por causa de negociações com a oposição republicana.

Com a notícia, aumentou a percepção de que a economia dos EUA seguirá se recuperando da pandemia, à medida que a vacinação contra a doença na maior economia do mundo se mantém em ritmo acelerado e o governo adota medidas de incentivo oriundas do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão aprovado semanas atrás. 

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio subiu 0,71%, enquanto a de Hong Kong teve alta marginal de 0,01% e a de Taiwan avançou 1,04%. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen subiram 0,50% e 0,18% cada. 

Na contramão, a Bolsa de Seul recuou 0,16%. Na Oceania, a bolsa da Austrália ficou no vermelho, pressionada por ações de turismo e consumo, e caiu 0,36%.

Bolsas da Europa

No velho continente, o índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, teve alta de 0,16%, enquanto a Bolsa de Paris teve ganho de 0,45%, a de Frankfurt, de 0,47%. Acompanhando o apetite por riscos, Milão subiu 0,12% e a de Lisboa teve alta de 0,57%.

Na contramão, a Bolsa de Londres caiu 0,07%, após a queda de ações do setor bancário, enquanto Madri encerrou o dia em queda de 0,07%.

Bolsas de Nova York

A notícia de que um novo pacote de estímulos pode ser anunciado por Biden, no entanto, pressionou o mercado de títulos públicos americanos, que voltaram a disparar e bater em máximas. A opção com vencimento para 30 anos subiu a 2,412%, enquanto o papel de 10 anos teve alta de 1,7%.

Em resposta, Dow Jones fechou em alta de 0,30%, batendo uma nova máxima histórica. Já S&P 500 e Nasdaq tiveram quedas de 0,09% e 0,60%.

Petróleo

O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, em dia marcado por sessão volátil diante de sinalizações vindas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), após a Rússia, país aliado do cartel, declarar apoio à extensão dos cortes de produção da instituição até maio. Além disso, a retirada do navio-contêiner que bloqueava o tráfego no Canal de Suez, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio mundial de commodities, também foi monitorada.

O petróleo WTI com entrega prevista para maio fechou em alta de 0,97%, cotado a US$ 61,56 o barril, e o petróleo Brent para junho avançou 0,76%, a US$ 64,92 o barril. /MAIARA SANTIAGO, SERGIO CALDAS, ANDRÉ MARINHO E GABRIEL CALDEIRA

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