Issei Kato/Reuters
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Mercados internacionais fecham a maioria em alta com dados econômicos positivos

Atividade industrial da China e dos Estados Unidos cresceu segundo dados divulgados nesta terça, mas na zona do euro, os resultados vieram abaixo do esperado

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2020 | 06h57
Atualizado 01 de setembro de 2020 | 18h40

Com exceção dos índices europeus, a maior parte das Bolsas do exterior fecharam com alta nesta terça-feira, 1, após indicadores econômicos melhores que o esperado e apoiados também pela expectativa de que os governos coloquem em prática ainda mais medidas de incentivo para atenuar os efeitos da pandemia, como pode ser visto hoje pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin. 

Hoje, a pesquisa da IHS Markit com a Caixin Media mostrou que o índice de preços de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China subiu de 52,8 em julho para 53,1 em agosto, atingindo o maior patamar desde janeiro de 2011. O resultado acima de 50 também marcou o quarto mês consecutivo de expansão da manufatura chinesa, mostrando que o gigante asiático continua se recuperando do choque do novo coronavírus.

A atividade industrial dos Estados Unidos também deu sinais positivos nesta terça, segundo o índice medido pelo Instituto para a Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês). De acordo com o indicador, a atividade manufatureira dos EUA subiu pelo terceiro mês consecutivo para uma leitura de 56,0 em agosto. 

Os resultados positivos, no entanto, não alcançaram a economia da zona do euro. Hoje, o PMI industrial da zona do euro teve queda de 51,8 para 51,7 entre julho e agosto. Por lá, a taxa de desemprego da região ainda se elevou a 7,9% em julho, enquanto o índice de confiança do consumidor caiu 0,2% em agosto - analistas esperavam uma alta de 0,2%. 

Bolsas da Ásia e Oceania

Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subiram 0,44% e 0,67% cada - as Montadoras se destacaram hoje, com saltos de 10% tanto da BYD quanto da Great Wall Motor. O Hang Seng teve ligeiro ganho de 0,03% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi subiu 1,01% e o Taiex avançou 0,89% em Taiwan. Já o japonês Nikkei teve baixa marginal de 0,01%, pressionado por uma queda em ações de empresas de telecomunicações do país asiático.

Já a Bolsa australiana caiu 1,77%, mesmo com a decisão do Banco Central da Austrália (RBA) de manter a taxa básica de juros na mínima histórica de 0,25% pelo sexto mês consecutivo e ampliar seu programa de financiamento para 200 bilhões de dólares australianos (US$ 147,52 bilhões).

Bolsas da Europa

Os indicadores negativos deram pouco espaço para ganhos nos índices do velho continente - com isso, o Stoxx 600 encerrou em queda de 0,35%. A Bolsa de Londres caiu 1,70% e a de Paris recuou 0,18%, mas a de Frankfurt ainda subiu 0,22%. Milão e Madri tiveram baixas de 0,20% e 0,18% cada. Já Lisboa também teve alta de 0,14%.

Bolsas de Nova York

Os mercados acionários de Nova York ganharam mais força à tarde, o que levou os índices S&P 500 e Nasdaq a novos recordes históricos de fechamento. Hoje, o Dow Jones fechou em alta de 0,76%, o S&P 500 subiu 0,75% e o Nasdaq avançou 1,39%. Por lá, ajudou a fala do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, que defendeu mais estímulos fiscais e um acordo bipartidário com essa finalidade. Além disso, colaborou para a alta dos índices a alta das gigantes de tecnologia: Apple subiu 3,98%, Amazon ganhou 1,40%, Netflix teve alta de 5,10% e Alphabet, de 1,57%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, com a divulgação de dados positivos dos índice de preços de gerentes de compras de Estados Unidos e China. No entanto, ao longo do dia, os ganhos foram reduzidos, pressionados pela alta do dólar após dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), dizerem que as condições gerais da economia americana "são favoráveis".

O contrato do WTI para outubro fechou em alta de 0,35%, a US$ 42,76 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro subiu 0,66%, a US$ 45,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE)./ COLABORARAM MAIARA SANTIAGO E MATHEUS ANDRADE

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