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Mercados internacionais caem temendo desaceleração nos EUA

Os mercados internacionais abriram em baixa nesta sexta-feira, refletindo as preocupações com uma desaceleração econômica mais acentuada nos Estados Unidos. O temor de redução na demanda de commodities penalizou na quinta, de uma forma geral, os ativos dos países emergentes. Esse ensaio de uma nova onda de aversão ao risco nos mercados internacionais foi acentuada pelo golpe de Estado na Tailândia na terça-feira, tumultos políticos na Hungria, escândalo de corrupção no Brasil e mudanças no governo da Polônia. As principais bolsas de valores européias registram perdas que se aproximam de 1%, com os investidores ainda digerindo, negativamente, os dados do índice econômico do Federal Reserve da Filadélfia, divulgada na quinta, que registrou uma inesperada queda de 0,4% em setembro. Na Ásia, a maioria das bolsas também fechou com perdas. A pesquisa do Fed da Filadélfia registrou o primeiro resultado negativo desde abril de 2003. Binit Patel e Salman Ahmed, analistas do banco Goldman Sachs, observaram que embora o indicador seja freqüentemente volátil e tenha impacto limitado sobre os mercados, vários outros dados sinalizam um crescimento menos acelerado da produção industrial dos Estados Unidos. Eles ressalvaram, contudo, que continuam prevendo que "a desaceleração econômica global será modesta devido a sólida demanda doméstica fora dos Estados Unidos, como na Europa, Japão e alguns importantes mercados emergentes, além da natureza doméstica que está norteando o desaquecimento norte-americano", afirmaram. Tim Drayson, analista do ABN Amro, afirma que o crescimento econômico norte-americano depende em boa parte do rápido crescimento do crédito e as atuais condições monetárias não são suficientemente restritivas para desaquecer essa fonte de liquidez, o que continua inchando o déficit em conta corrente do País. "É tudo insustentável, mas até que o Fed eleve ainda mais os juros ou o resto do mundo pare de financiar o déficit, o crescimento deverá continuar sólido", disse.

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