Spencer Platt/AFP
Spencer Platt/AFP

Mercados internacionais fecham em alta, com Nova York liderando os ganhos

Alta dos papéis de comunicação de tecnologia ajudaram os índices americanos; o desempenho do bitcoin e o avanço da covid na Ásia também foram monitorados

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2021 | 17h30
Atualizado 24 de maio de 2021 | 18h24

As Bolsas da Ásia e Europa fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 24, com alguns investidores analisando os indicadores positivos das economias americana e asiática divulgados na semana passada. No entanto, o avanço da covid e a desvalorização do bitcoin limitaram os ganhos. Em Nova York, os índices foram ajudados pela alta dos papéis de tecnologia e comunicação.

"Os investidores voltaram cautelosamente para suas mesas de operações com a incerteza reinando após a repressão da China aos mercados de commodities e criptomoedas, o que gerou um aumento significativo na volatilidade", explicou o analista Pierre Veyret,  da corretora ActivTrades. Hoje, no entanto, a moeda recuperou parte das perdas dos últimos dias e chegou a subir mais de 10%.

No noticiário da pandemia, os investidores asiáticos continuam monitorando o avanço da doença no continente. A situação  da pandemia na Ásia, contudo, inspira cautela, com números elevados de casos e mortes pela doença na Índia e o Japão se esforçando para conter focos do vírus antes da Olimpíada de Tóquio, que terá início em julho.

Em Nova York, investidores monitoraram as falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a inflação, com o presidente da distrital de Atlanta, Raphael Bostic, alegando que não vê a alta da inflação no país como duradoura no momento, reforçando a visão de que ela é apenas transitória. Ele projetou ainda que o BC poderá olhar com mais atenção para os índices entre junho e setembro.

Já o presidente da distrital de St. Louis, James Bullard, afirmou que a instituição poderá iniciar o debate sobre reduzir as compras de títulos públicos nos próximos meses, mas que ainda não é hora de tratar do assunto e nem de mudar a política monetária, visto que a crise ainda não acabou. Na semana passada, alguns dirigentes do Fed sinalizaram que já estava na hora de discutir um aperto no programa, o que ajudou a derrubar os mercados acionários de todo o mundo.

Bolsas de Nova York

O bom desempenho do bitcoin ajudou na recuperação dos papéis de empresas de tecnologia e comunicação, que sustentaram os ganhos dos índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, em altas de 0,54%, 0,99% e 1,41% cada. Hoje, a Tesla, uma das empresas mais atreladas à volatilidade das criptomoedas, em especial devido à aquisição e anúncios sobre aceitação de bitcoin para compras de seus produtos, teve alta de 4,40%. Facebook, Apple e Alphabet ganharam 2,66%, 1,33% e 2,92% cada.

No mercado de renda fixa americana, os títulos do Tesouro caíram, ante a reafirmação do BC americano de que a inflação é transitória e de que a política monetária não será alterada tão rapidamente. Os rendimentos dos papéis com dez e trinta anos caíram 1,6% e 2,30% cada.

Bolsas da Europa

No continente europeu, além das preocupações com o bitcoin, os negócios foram afetados pelo fechamento da Bolsa de Frankfurt, por conta de um feriado local. O índice Stoxx 600 subiu 0,14%, enquanto as Bolsas de Londres e Paris tiveram ganhos de 0,48% e 0,35% cada. Madri ganhou 0,02%, mas Milão e Lisboa cederam 0,34% e 0,95%.

Bolsas da Ásia

No mercado asiático, a Bolsa de Tóquio subiu 0,17% e os índices chineses de Xangai e Shenzhen tiveram altas de 0,31% e 0,75% cada. Já Taiwan teve ganho de 0,75%. Na contramão, as Bolsas de Seul e Hong Kong cederam 0,38% e 0,16% cada.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul hoje, em alta de 0,22%, impulsionada principalmente pelo setor de energia. 

Petróleo

Os contratos de petróleo fecharam em forte alta, revertendo o recuo registrado no acumulado da semana passada. O óleo foi apoiado pelas incertezas na negociação entre Irã e economias desenvolvidas pela retomada do acordo nuclear de 2015. Caso isso aconteça, sanções impostas ao país poderão ser retiradas, acarretando no aumento da oferta de barris no mercado, em um momento no qual a demanda ainda é incerta, devido aos impactos da pandemia.

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para julho fechou em alta de 3,88%, a US$ 66,05 o barril, enquanto o do Brent para o mesmo mês subiu 3,04%, a US$ 68,46 o barril. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA, ANDRÉ MARINHO E SÉRGIO CALDAS

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