Hiro Komae/AP
Hiro Komae/AP

Mercados internacionais fecham em alta com otimismo por estímulos fiscais nos EUA

Nem mesmo indicadores econômicos mistos e um movimento de realização de lucros atrapalharam os ganhos das Bolsas da Europa e NY; na Ásia, os principais índices continuam fechados devido a feriados locais

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2021 | 07h30
Atualizado 12 de fevereiro de 2021 | 18h58

Os principais índices do exterior fecharam sem sentido único nesta sexta-feira, 12, em mais um dia de Bolsas fechadas na Ásia. Na Europa, no entanto, predominou o clima de otimismo, apesar de indicadores mistos, diante da possibilidade dos Estados Unidos aprovarem um novo pacote de estímulos fiscais. Nova York também fechou em alta, mas realizou lucros.

Nos indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 0,6% no quarto trimestre, acima do esperado, mas em todo o ano a economia britânica sofreu queda de 9,9%. A produção industrial do país, por sua vez, cresceu menos do que o previsto em dezembro. 

No entanto, continua a haver expectativa pela aprovação do pacote de 1,9 trilhão de Joe Biden nos EUA, que tem sido negociado no Congresso americano e pode apoiar a atividade global. Os impactos da covid-19 seguem como preocupação, mas no noticiário surgiu a notícia de que a Alemanha planeja um socorro de 900 milhões de euros (US$ 1,1 bilhão) aos aeroportos do país, diante das perdas recentes. 

Bolsas de Nova York

Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 renovaram máximas históricas, e vem alimentando o sentimento de que as ações chegaram no topo, por enquanto, estimulando realização de lucros. Esse movimento foi reforçado hoje, uma vez que na segunda-feira, 15, os mercados de Nova York não vão operar devido ao feriado do Dia do Presidente nos EUA.  

O Dow Jones subiu 0,09%, o S&P 500 avançou 0,39% e o Nasdaq registrou ganhos de 0,57%. Na comparação semanal, os ganhos foram de 1,00%, 1,23% e 1,73%, respectivamente.

Bolsas da Europa

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 terminou com alta de 0,64%, enquanto a Bolsa de Paris subiu 0,60% e a de Frankfurt, 0,06%. Londres teve alta de 0,94%, mas Lisboa foi contramão e cedeu 1,87%.

Madri teve ganho de 0,22% e Milão avançou 0,44%, ante o otimismo com um governo liderado por Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), na Itália. Porém, a confirmação de que o economista vai assumir o cargo de primeiro-ministo italiano veio apenas quando o mercado já estava fechado.

Bolsas da Ásia 

A Bolsa de Tóquio fechou em leve baixa de 0,14%, num pregão de liquidez reduzida em meio a feriados na ChinaCoreia do SulHong Kong Taiwan, onde ficam alguns dos principais mercados asiáticos.

 Na Oceania, a Bolsa australiana caiu 0,63% em Sydney após o Estado de Victoria, o segundo mais populoso do país, anunciar um lockdown de cinco dias em reação a um novo surto de covid-19.

Petróleo 

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, recuperando-se do pregão anterior, marcado pela realização de lucros após oito sessões seguidas de ganhos e por relatórios da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE) que apontaram para uma demanda global pelo óleo mais fraca em 2021.

Após caírem durante boa parte do dia, os contratos firmaram alta com a interrupção de um movimento de realização de lucros entre investidores. O WTI para março avançou 2,11%, a US$ 59,47 o barril, com ganho semanal de 4,60%. Já o Brent para abril fechou em igual avanço diário, de 2,11%, cotado a US$ 62,43 o barril, com avanço semanal de 5,20%./ MAIARA SANTIAGO, GABRIEL BUENO DA COSTA E MATHEUS ANDRADE

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