Altea Tejido Sànchez/Efe
Altea Tejido Sànchez/Efe

Mercados internacionais fecham em alta de olho em recuperação econômica global

Avanço da vacinação nos Estados Unidos e melhora do mercado de trabalho americano ajudam na percepção de que as principais economias do mundo já estão em recuperação

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2021 | 17h00
Atualizado 26 de março de 2021 | 18h20

Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta sexta-feira, 26, com os investidores otimistas com a possibilidade de uma recuperação econômica global, diante do avanço da campanha de vacinação contra a covid-19 nos Estados Unidos. No petróleo, os preços voltaram a ser ajudados hoje pelo bloqueio do Canal de Suez, no Egito.

Dados publicados ontem mostraram que o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caiu ao menor nível em um ano na semana passada, sinalizando que a recuperação da maior economia do mundo deverá ganhar fôlego à medida que a situação de sua saúde pública melhora. Além disso, voltou a repercutir bem a decisão do presidente Joe Biden em dobrar sua meta de vacinação para 200 milhões de doses em seus cem primeiros dias de governo. A meta anterior, de 100 milhões de doses, foi atingida 42 dias antes do previsto.

Na agenda de indicadores, no Reino Unido, as vendas no varejo cresceram 2,1% em fevereiro ante janeiro, um pouco acima do avanço de 2,0% esperado. Na agenda de indicadores, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha subiu de 92,7 pontos em fevereiro a 96,6 em março, acima da expectativa dos mercados. Alguns analistas notaram que a pesquisa não abrangeu o aperto mais recente nas restrições pela covid-19 no país.

Petróleo

petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, com investidores repercutindo o bloqueio do Canal de Suez, uma das principais rotas marítimas da cadeia de suprimento global da commodity energética. Como os suprimentos dos países ficam impedidos de serem reabastecidos, a expectativa é que os estoques sejam utilizados, aumentando a demanda pelo ativo.

O WTI para maio fechou em alta de 4,12%, cotado a US$ 60,97 o barril, enquanto o Brent para junho avançou 4,26%, a US$ 64,43 o barril. Na semana, porém, as cotações registraram baixa, com o recrudescimento da pandemia, sobretudo na Europa. O WTI cedeu 0,76% na variação dos últimos sete dias, enquanto o Brent perdeu 0,15%.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio subiu 1,56%, enquanto a de Seul se valorizou 1,09%, a de Taiwan registrou ganho de 1,53% e a de Hong Kong teve alta de 1,57%. Os índices chineses de XangaiShenzhen avançaram 1,63% e 2,23% cada.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul hoje e avançou 0,49% em Sydney

Bolsas da Europa

O índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas do continente europeu, fechou em alta de 0,91%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,99%, a de Paris avançou 0,61% e Frankfurt registrou alta de 0,87%. Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 0,72%, 1,05% e 1,53% cada.

Bolsas de Nova York

As Bolsas de Nova York fecharam em alta hoje, em sessão marcada pelo otimismo do mercado com o cenário econômico e por ganho  de impulso na reta final dos negócios. Com o S&P 500 em novo recorde de fechamento, apesar dos índices terem tocado no negativos em vários momentos da sessão.

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,39%, o S&P 500 com avanço de 1,66% e o Nasdaq em alta de 1,24%. Na semana, houve alta de 1,36%, avanço de 1,57% e queda de 0,58% nos índices, respectivamente. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL BUENO DA COSTA, GABRIEL CALDEIRA E SERGIO CALDAS

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