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Mercados internacionais fecham em alta de olho em vacinação e pacote de estímulos nos EUA

Nesta segunda, animou as negociações o compromisso da AstraZeneca em aumentar a oferta de vacinas para a Europa; além disso, os investidores passaram a apostar na prata, depois do 'efeito GameStop'

André Marinho e Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2021 | 18h23
Atualizado 02 de fevereiro de 2021 | 18h11

Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta segunda-feira, 1, recuperando parte das fortes perdas  da semana passada, em meio a garantias sobre o fornecimento de vacinas para a covid-19 e avanços nas negociações pelo pacote fiscal nos Estados Unidos. As ações de mineradoras impulsionaram os principais mercados da região, após investidores varejistas voltarem o foco de movimentos especulativos à prata.

Na Europa, a AstraZeneca concordou em ampliar seu fornecimento de doses de sua vacina contra a covid-19 em 9 milhões de doses, para um total de 40 milhões de doses, no primeiro trimestre deste ano, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Relatos de que a farmacêutica anglo-sueca não conseguiria cumprir metas de fornecimento da vacina pressionaram os mercados globais nas últimas semanas.

Nos EUA, a atenções se voltaram as discussões sobre uma nova rodada de estímulos fiscais. Senadores republicanos propuseram hoje uma legislação de alívio no valor de US$ 618 bilhões e garantiram "boa fé" nas negociações. O presidente americano, Joe Biden, terá uma reunião com integrantes da oposição nesta segunda-feira para discutir o tema.  

Na semana seguinte à ofensiva que impulsionou papéis como o da GameStop e imprimiu volatilidade a Wall Street, operadores encontraram novo alvo na prata, que saltou ao maior nível em oito anos. "Investidores ativistas parecem ter mudado seu foco para commodities físicas, com corretores de prata supostamente tendo dificuldades para atender a um aumento na demanda física", explicou o banco holandês Rabobank.

Bolsas de Nova York

O otimismo com mais vacinas e um novo pacote de estímulos nos EUA ajudaram os índices de Nova York, mas o desempenho de ações de companhias de tecnologia também impulsionou as bolsas, e levou o Nasdaq a fechar em forte alta de 2,55%. Dow Jones e S&P 500 subiram 0,77% e 1,61% cada.

Entre as 'big techs', Amazon e Alphabet, controladora do Google, subiram 4,26% e 3,60%, respectivamente, antes de divulgarem balanços amanhã. Microsoft, teve alta de 3,32%, Apple, de 1,65%, Netflix, de 1,25% e Facebook, de 1,42%.

Bolsas da Ásia

Com o aumento do apetite por riscos, ficou em segundo plano a queda do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China, que caiu para o menor nível em sete meses. Por lá, as Bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen tiveram altas de 0,64% e 1,17% cada. 

A Bolsa de Tóquio subiu 1,55%, favorecida por ações de empresas que divulgaram balanços positivos, enquanto a de Seul teve ganho de 2,70%. Hong Kong também avançou 2,15% e Taiwan teve alta de 1,80%.  Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo das asiáticas e subiu 0,84%.

Bolsas da Europa

O clima também foi de otimismo no mercado europeu. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o pregão com ganho de 1,24%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,92%. Paris teve ganho de 1,16% e Frankfurt, de 1,41%. MilãoMadri tiveram ganhos de 1,17%, 0,52%, mas a Bolsa de Lisboa foi na contramão e caiu 0,10%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta de mais de 2% nesta segunda, acompanhando o movimento de recuperação nos mercados financeiros globais, após as fortes perdas da semana passada. As cotações responderam positivamente a avanços nas negociações por uma nova rodada de estímulos fiscais nos Estados Unidos, apesar das persistentes incertezas a respeito do coronavírus. 

O petróleo WTI para março encerrou a sessão com ganho de 2,59%, a US$ 53,55 o barril, enquanto o Brent para abril avançou 2,38%, a US$ 56,35 o barril./ COLABOROU GABRIEL CALDEIRA

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