Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Mercados internacionais fecham em alta em dia de divulgação de dados dos EUA

Índice inflacionário usado como referência pelo banco central americano subiu 0,6% em abril, em linha com o esperado e ajudando a melhorar o ânimo dos mercados

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2021 | 17h30
Atualizado 28 de maio de 2021 | 18h29

Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta sexta-feira, 28, monitorando dados das economias dos Estados Unidos e da Europa. A divulgação de indicadores econômicos vem sendo altamente esperada pelos investidores nos últimos meses, que monitoram não apenas a evolução da recuperação dos países, mas principalmente o avanço da inflação em todo o mundo.

Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de abril, medida de inflação usada como referência pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) subiu 0,6%, em linha com o esperado por analistas. No entanto, na comparação com o mesmo período de 2020, o Núcleo do PCE avançou a 3,1%, de 1,9% em março, no maior patamar desde 1991. Analistas projetavam uma alta de 2,9%.

"Veio um pouco pior que o esperado, mas nada demais. Veio pior, mas melhor do que o temido", avalia o CEO da Ohmresearch, Roberto Attuch Jr., acrescentando que essa ideia afasta por ora o temor de uma inflação descontrolada e de antecipação da alta do juro nos EUA. 

Ainda por lá, após grande expectativa, Joe Biden anunciou seu plano orçamentário para o ano fiscal de 2022, que começa em outubro. O plano, que requer aval do Congresso, mobiliza US$ 6 trilhões e prevê déficit fiscal de US$ 1,84 trilhão, uma queda em relação a US$ 3,67 trilhões em 2021.

Na agenda de indicadores da zona do euro, o índice de sentimento econômico da região, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, subiu de 110,5 pontos em abril para 114,5 pontos em maio. O indicador atingiu o maior nível no período da pandemia pelo segundo mês consecutivo, deixando os investidores da região mais otimistas.

Bolsas de Nova York

Apesar de subirem forte, os índices de Nova York perderam fôlego perto do final do pregão, realizando lucros antes do feriado do Memorial Day, na próxima segunda-feira, 31 de maio, que vai fechar os mercados locais. Ainda assim, Dow JonesS&P 500 e Nasdaq subiram 0,19%, 0,08% e 0,09% cada. 

Bolsas da Europa

O dado positivo da zona do euro fez com que boa parte dos índices europeus fechassem em alta. O Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, registrou ganho de 0,57%, renovando máxima histórica intradia durante o pregão. A Bolsa de Londres subiu 0,04%, enquanto Paris teve ganho de 0,75% e Frankfurt avançou 0,74%. Milão e Madri registraram altas de 0,45% e 0,42% cada, enquanto Lisboa foi na contramão e cedeu 0,13%.

Bolsas da Ásia

No continente asiático, os sinais de retomada da economia americana ajudaram os índices locais. A Bolsa de Tóquio avançou 2,10%, enquanto a de Seul teve ganho de 0,73% e Taiwan se valorizou 1,62%. Hong Kong ficou estável, com alta marginal de 0,04%. Na contramão, os índices chineses de Xangai e Shenzhen caíram 0,22% e 0,24% cada, refletindo preocupações com a política monetária do banco central da China

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, encerrando uma semana de avanços, na qual o mercado foi influenciado pelas tratativas entre potências globais e o Irã. O temor é que a realização de um novo acordo nuclear possa gerar a diminuição das sanções impostas ao país, resultando no aumento da oferta do óleo, em um momento no qual a demanda ainda é afetada pela pandemia.

O barril do WTI com entrega prevista para julho fechou com baixa diária de 0,79%, e alta semanal de 4,31%, a US$ 66,32. Já o Brent para agosto caiu 0,69% hoje e avançou 3,01% na semana, a US$ 68,72 o barril. A commodity chegou a operar em alta hoje, mas realizou lucros perto do final do pregão. /MAIARA SANTIAGO, ANDRÉ MARINHO, IANDER PORCELLA E MATHEUS ANDRADE

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