Brendan Smialowsk/AFP
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Mercados internacionais fecham em queda após Janet Yellen sinalizar alta dos juros nos EUA

Secretária do Tesouro americano disse que taxas poderão ter de subir para que um sobreaquecimento da economia seja evitado; banco central dos EUA, no entanto, pensa o contrário

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira, 4, principalmente após nova declaração da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, alimentar especulações sobre o momento ideal para um novo ciclo de elevação de juros nos país. 

Hoje, Yellen, afirmou que as taxas de juros poderão ter de subir no país para que um sobreaquecimento da economia seja evitado. "Mesmo que os gastos adicionais sejam relativamente pequenos para o tamanho da economia, isso poderia causar alguns aumentos muito modestos nas taxas de juros", afirmou a secretária.

Por outro lado, ontem o atual presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, demonstrou otimismo sobre a perspectiva econômica nos EUA, mas alertou que o país ainda não está "fora de perigo". Para o Commerzbank, isso pode ser visto como mais uma prova de que o Fed, apesar dos dados econômicos robustos e da inflação em alta, ainda manterá sua política monetária acomodatícia por muito tempo. "O ouro deve lucrar com isso como um investimento sem juros e proteção contra a inflação", avalia o Commerzbank.

Bolsas de Nova York

Diante da chance de aumento dos juros nos EUA, os índices de Nova York fecharam em queda. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq cederam 0,06%, 0,66% e 1,88% cada.

Bolsas da Europa

As ações de tecnologia pressionaram os índices da Europa, principalmente após a queda de 12,34% da ação do TeamViewer na Alemanha, após balanço que frustrou investidores. Com isso, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 1,43%.

A Bolsa de Londres caiu 0,67%, enquanto a de Paris recuou 0,89% e Frankfurt cedeu 2,49%. As Bolsas de Milão, Madri e Lisboa tiveram perdas de 1,81%, 0,71% e 1,67% cada.

Bolsas da Ásia

No continente asiático, o dia foi de baixa liquidez, com os mercados de Japão e China fechados devido a feriados locais. A Bolsa de Hong Kong subiu 0,70%, enquanto a de Seul teve alta de 0,64%. De olho nos avanços de casos da covid na região, a Bolsa de Taiwan cedeu 1,68%. Nas últimas semanas, a Índia tornou-se o maior foco de preocupações no continente, chegando a registrar mais de 400 mil casos em 24 horas, um recorde global.

Na Oceania, a bolsa australiana também fechou em alta de 0,56%, após o RBA, como é conhecido o banco central do país, manter seu juro básico na mínima histórica de 0,10% e prever que não começará a elevar a taxa antes de 2024. 

Petróleo

petróleo fechou em alta nesta terça-feira, com a aposta dos investidores na recuperação da economia global, o que tende a aumentar a demanda pela commodity energética. Esse otimismo se sobrepôs hoje à alta do dólar e às preocupações com a piora da pandemia na Índia, país que é um dos maiores importadores do óleo. 

O barril do WTI para junho avançou 1,86%, a US$ 65,69. Já o Brent para julho, por sua vez, subiu 1,95%, a US$ 68,88 o barril. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL BUENO DA COSTA, SÉRGIO CALDAS E IANDER PORCELLA

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