Richard Drew/AP
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Mercados internacionais fecham mistos à espera da inflação dos Estados Unidos

Resultado sai apenas na próxima quinta-feira, 10, mas já foi precificado hoje pelos investidores; divulgação de dados da economia da Europa também ficou no radar

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam mistos nesta terça-feira, 8, atentos à divulgação de indicadores da economia europeia e também já precificando o resultado da inflação dos Estados Unidos para o mês de maio, que sai na próxima quinta-feira, 10.

Na agenda de indicadores, chamou atenção a revisão positiva do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre da zona do euro, de queda de 0,6% para recuo 0,3% ante o trimestre anterior. Para a Capital Economics, a revisão não traz grandes mudanças ao indicador, mas a economia da zona do euro dá sinais de recuperação a partir do segundo trimestre. 

A leitura foi compartilhada pelo Banco Mundial, que aumentou a sua projeção de crescimento do PIB  da zona do euro em 2021, de 3,6% para 4,2%. Em contrapartida, a Alemanha registrou quedas inesperadas na produção industrial de abril ante março e no índice de expectativas econômicas de junho, medido pelo ZEW.

Ainda hoje, boa parte dos investidores se voltaram para o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que será divulgado na quinta-feira, 10, e poderá determinar o rumo da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Em abril, o CPI da maior economia do mundo deu um salto anual de 4,2%, o maior desde 2008.

Nos últimos meses, surgiram temores de que pressões inflacionárias, uma consequência do processo de recuperação da economia mundial após os choques da pandemia de covid-19, forcem o Fed e outros grandes BCs a reverter agressivas medidas de estímulo monetário mais cedo do que se imaginava. 

Petróleo

petróleo se recuperou da queda vista nas primeiras horas de pregão e fechou com avanço de mais de 1% nesta terça, com investidores otimistas sobre a retomada da demanda global pela commodity energética na segunda metade de 2021, em meio à recuperação econômica e ao recuo da pandemia de coronavírus.

Hoje, o barril do petróleo WTI com entrega prevista para julho teve alta de 1,18%, a US$ 70,05, atingindo a marca de US$ 70 pela primeira vez desde 16 de outubro de 2018, segundo a Dow Jones Newswires. Já o Brent para agosto subiu 1,02% hoje, a US$ 72,22. 

Bolsas de Nova York

O mercado de Nova York ficou misto, à espera da inflação dos Estados Unidos. O Dow Jones recuou 0,09%, enquanto o S&P 500 subiu 0,02% e o Nasdaq teve alta de 0,31%. Os ganhos foram apoiados pelas ações de petroleiras, após o bom desempenho dos contratos de petróleo. ExxonMobilChevronConocoPhillips subiram 1,77%, 0,91% e 1,10% cada.

Bolsas da Europa

O clima foi misto no continente europeu. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região fechou com alta de 0,10%, enquanto a Bolsa de Londres fechou em alta de 0,25% e Paris subiu 0,11%. Na contramão, a Bolsa de Frankfurt cedeu 0,23%. Milão, Madri e Lisboa cederam 0,60%, 0,11% e 0,53% cada.

Bolsas da Ásia

O mau humor predominou no mercado asiático hoje. A Bolsa de Tóquio cedeu 0,19% hoje, enquanto a de Hong Kong perdeu 0,02%, a de Seul se desvalorizou 0,13% e a de Taiwan registrou baixa de 0,05%. Os índices chineses de Shenzhen e Xangai recuaram 0,86% e 0,54% cada.

Na Oceania, a bolsa australiana contrariou o tom negativo da Ásia e subiu 0,15%, ficando bem próxima de renovar sua máxima de fechamento. 

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