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Seth Wenig/AP
Seth Wenig/AP

Mercados internacionais fecham mistos com divulgação de dados sobre a economia dos EUA

Pedidos do auxílio-desemprego e a segunda leitura parcial do PIB americano animaram, mas vendas de imóveis e encomendas de bens duráveis ficaram abaixo do previsto

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam mistos nesta quinta-feira, 27, monitorando dados sobre a economia dos Estados Unidos, que novamente vieram mistos. Apesar dos indicadores ainda apontarem para uma recuperação, eles tornam mais difícil de prever quais serão os próximos passos do banco central americano e o comportamento da inflação no país.

Hoje, a segunda leitura prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA registrou um crescimento de 6,4% no primeiro trimestre do ano, um pouco abaixo dos 6,6% estimados por analistas, impulsionado pelas medidas de estímulos fiscais adotadas pelo governo americano. Já pedidos de auxílio-desemprego totalizaram 406 mil na semana encerrada em 22 de maio, contra 444 mil na semana anterior. Economistas consultados pela Reuters previam 425 mil.

No entanto, nem todos os dados foram positivos. As encomendas de bens duráveis no país caíram 1,3% em abril ante março, contrariando previsão de alta de 0,9%. Já o índice de vendas pendentes de imóveis caiu 4,4% no mesmo período, frustrando a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço  de 1%. Enquanto isso, a segunda leitura do núcleo do PCE, leitura de inflação preferida do BC americano, subiu à Taxa Anualizada de 2,5% no 1º trimestre.

"Os dados revelam que, apesar de a economia norte-americana estar em processo de recuperação, não existe um superaquecimento como especulado ao longo do mês e isso abre espaço para o Fed [Feral Reserve, o banco central americano] seguir com sua política monetária expansionista", observa Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, destacando também a importância da leitura sobre inflação, amanhã, para a orientação do BC americano.

Nas últimas semanas, os mercados financeiros globais têm sido pressionados por temores de que o avanço na inflação, que se tornou um fenômeno mundial, leve grandes bancos centrais a reverter seus agressivos estímulos monetários mais cedo do que se imaginava. No Fed, ganha força um corte antecipado do programa de compra de títulos públicos, já o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que não vai alterar seu programa de compra de ativos.

Bolsas de Nova York

O mercado americano fechou misto, de olho não apenas nos dados econômicos dos EUA, mas também pressionado pela queda das ações de empresas de tecnologia e comunicação. Dow Jones e S&P 500 subiram 0,40% e 0,11% cada, mas o índice tecnológico Nasdaq ficou praticamente estável, em baixa de 0,01%.

Bolsas da Europa

Os índices europeus também ficaram sem sinal único, mas com grande destaque para a alta de quase 10% dos papéis da Airbus, após a empresa anunciar um plano ambicioso de produção para este ano. No lado positivo, o índice Stoxx 600 teve ganho de 0,27%, enquanto Paris subiu 0,69%, Milão avançou 1,12% e Lisboa teve alta de 0,55%. Na contramão, a Bolsa de Londres cedeu 0,10%, enquanto Madri recuou 0,12%.

Bolsas da Ásia

No continente asiático, os índices terminaram majoritariamente em baixa, à espera dos dados da economia dos EUA, que vieram apenas quando o mercado já estava fechado. A Bolsa de Tóquio caiu 0,33%, enquanto a de Hong Kong recuou 0,18%, a de Seul cedeu 0,09% e Taiwan teve perda de 0,25%. Na contramão, os índices chineses de XangaiShenzhen subiram 0,43% e 0,79% cada.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, com o mercado de olho no aumento da demanda pelo óleo nos Estados Unidos, maior consumidor mundial do óleo. Segundo o Commerzbank, os estoques de petróleo e derivados no país continuam em queda, enquanto o consumo se recupera de foma dinâmica: "em 9,5 milhões de barris por dia, a demanda de gasolina antes da temporada de verão está apenas pouco abaixo do nível normal para esta época do ano", aponta o banco alemão.

Hoje, o barril do WTI para julho subiu 0,97%, a US$ 66,85, enquanto o do Brent para agosto avançou 0,68%, a US$ 69,20. /MAIARA SANTIAGO, SILVANA ROCHA, ANDRÉ MARINHO E SÉRGIO CALDAS

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