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Courtney Crow/New York Stock Exchange via AP
Courtney Crow/New York Stock Exchange via AP

Mercados internacionais fecham mistos com Fed voltando a sinalizar um aperto nos estímulos

Dirigentes do banco central americano voltaram a discutir, hoje, a possibilidade de já diminuir o programa de compra de ativos públicos

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior tiveram um dia misto nesta sexta-feira, 21, com Ásia, Europa e Nova York não conseguindo se firmar em alta generalizada. Hoje, investidores observaram novos dados das economias europeia e americana e também continuaram monitorando a chance do banco central dos Estados Unidos começar a alterar, antes do previsto, sua política monetária pró-estímulos.

Na agenda de indicadores, as vendas no varejo do Reino Unido saltaram em ritmo anualizado de 42,4% em abril, bem acima 

da previsão de analistas, de 37,4%. Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da região subiu ao maior nível da história em maio, aos 62 pontos. Na Alemanha, os indicadores também ficaram acima das expectativas.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 63,5 em abril para 68,1 em maio, atingindo o maior nível da série histórica iniciada em outubro de 2009, segundo dados preliminares divulgados pela IHS Markit.

Em meio ao dado positivo, o presidente da regional da Filadélfia do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Patrick Harker, disse que é preciso começar a discussão sobre a diminuição das compras mensais de ativos públicos "antes que seja tarde", reforçando a avaliação já feita por alguns dirigentes do Fed em sua última ata. Já o presidente da distrital de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que a economia americana está melhor hoje do que estava em janeiro, mas ainda não ao ponto de levar a instituição a alterar a política monetária.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, os ficaram atentos ao Fed, após os ganhos do dia anterior. Dow Jones subiu 0,37%, mas S&P 500 e Nasdaq cederam 0,07% e 0,48% cada. Apesar da fala favorável do BC americano, o mercado de renda fixa dos EUA recuou, após uma semana de ganhos consideráveis. Os rendimentos dos papéis com vencimento para dez e trinta anos tiveram baixas de 1,61% e 2,32% cada.

Bolsas da Europa

No continente europeu, o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, subiu 0,57%, enquanto a Bolsa de Frankfurt subiu 0,44% e Paris teve ganho de 0,68%. Milão e Madri também tiveram ganhos de 1,10% e 0,87% cada, Na contramão, o índice de Londres recuou 0,02% e Lisboa cedeu 0,16%.

Bolsas da Ásia 

Na Ásia, o dia também foi misto. A Bolsa de Tóquio subiu 0,78%, enquanto Hong Kong teve ganho marginal de 0,03% e Taiwan avançou 1,62%. Na contramão, os índices chineses de Xangai e Shenzhen recuaram 0,58% e 0,45%. A Bolsa de Seul também caiu 0,19%.

Na Oceania, a bolsa australiana terminou o dia em alta modesta de 0,15%, com ajuda de papéis de tecnologia.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, em sessão na qual o mercado observou potenciais distúrbios na produção no Golfo do México por conta eventos climáticos. Na semana, entretanto, a commodity acumulou queda próxima a 4%, com as tratativas em torno do acordo nuclear com o Irã pressionando os preços diante da possibilidade de suspensão de sanções que poderiam ampliar a oferta da commodity, em um momento no qual a demanda ainda é afetada pela pandemia.

O barril do WTI com entrega prevista para julho fechou com alta diária de 2,65%, e queda semanal de 2,93%, a US$ 63,58. Já o Brent para julho avançou 2,04% e recuou 3,30% na semana, a US$ 66,44 o barril. /MAIARA SANTIAGO, ANDRÉ MARINHO, IANDER PORCELLA E SERGIO CALDAS

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